Violência diminui tempo de vida saudável da mulher

A violência sexual é crime previsto por lei, como a Lei Maria da Penha, que coíbe a violência doméstica e familiar contra a mulher. Mas, mesmo assim, sob proteção legal, muitas mulheres preferem não denunciar o infrator e assumir os riscos de flagelar sua saúde.
A realização de práticas sexuais contra a vontade do outro, por meio de força física, influência psicológica ou ameaça, uso de armas ou drogas é muitas vezes exercida por pessoas da própria família ou de vínculo afetivo com a vítima, seja pai, mãe, padrasto, madrasta, parceiro ou esposo, fato que faz com que na maioria dos casos não haja registro de ocorrência e consequentemente também não existe punição para tal ato.
A violência sexual pode ocorrer de diversas maneiras e refletem diretamente nos dados de atendimentos na rede pública de saúde. A exploração sexual, estupro, pedofilia (um adulto ao manter relação sexual com uma criança, menor de idade) etc fazem com que os números de pacientes no setor de emergência aumentem consideravelmente.
Segundo registros do Ministério da Saúde, as mulheres são as principais vítimas de violência, em torno de 88% e das notificações cerca de 33% são referentes a violências sexuais. E outro dado obtido pelos profissionais de saúde é que a residência, ou seja, o ambiente doméstico é o cenário preferido para a ocorrência da maior parte das “agressões”. A pessoa submetida à situação de violência constante, além da falta de apetite, cansaço, dores no corpo, disfunção sexual e problemas ginecológicos, pode desenvolver depressão, problemas de insônia, baixa autoestima, pesadelos dentre outras doenças.
A violência sexual provoca seqüelas sérias à saúde. De acordo com a Associação Americana de Medicina, a mulher que sofre violência doméstica, a cada cinco horas, perde um ano de vida saudável, o que significa vários tratamentos para múltiplas doenças.
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Publicado por Mondarto







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