Viagra genérico chegará ao mercado mais barato
A venda dos medicamentos genéricos no Brasil cresceu 19% do total de unidades vendidas no ano passado em relação ao ano de 2008. A indústria de medicamentos genéricos divulgou o aumento e comemorou também o incremento de 24% no valor das vendas, que somaram R$ 3,6 bilhões.
O aumento das unidades dos remédios genéricos comercializadas é 2,3 vezes maior que a média do setor farmacêutico em 2009. O número poderá ainda ser maior nos próximos anos já que a patente de oito drogas, que vencem neste ano, poderão ser copiadas e comercializadas por valores, em média, 45% mais baixos. Um caso de medicamento que poderá ser fabricado como genérico, caso não haja decisões judiciais que impeçam tal produção, é o Viagra (sildenafil), droga contra a disfunção erétil que poderá ser “copiada” a partir de 2011.
Ainda para o fim deste ano, uma versão genérica do Diovan (valsartana), produto contra a hipertensão arterial e que hoje custa até R$ 44,32 a caixa de 40 mg com 14 comprimidos, poderá ser fabricado, afirmou Odnir Finotti, presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos (Pró Genéricos).
O medicamento mais barato ajudará um grande número de cardíacos no país, porque, hoje, os problemas do coração são a principal causa de adoecimento e morte e esta também é considerada uma das drogas mais prescritas pelos cardiologistas brasileiros, futuramente com preço mais acessível.
Outra novidade na área cardiovascular será para o início de 2011 a chegada ao mercado da “cópia” da atorvastatina (Lípitor), droga para controle do colesterol, uma das mais vendidas no mundo. Atualmente, o custo de uma caixa do remédio pode chegar a R$ 119,32, uma caixa de 30 comprimidos com 10 mg.
Os genéricos brasileiros, completaram dez anos de regulamentação no ano passado e têm hoje 19,4% do mercado farmacêutico, contra 17% em 2008, um desempenho considerado muito bom pelo setor, embora ainda tímido se comparado ao de outros países. Nos Estados Unidos o mercado dos genéricos chega a 70% das vendas de remédios.
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Publicado por Mondarto







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