Uso incorreto de medicamentos é problema mundial, segundo a OMS
Está com dor-de-cabeça? Tome uma aspirina. Sente cólica? Atroveran. Sofre com uma dor muscular? Basta um relaxante. E a lista pode ser muito maior.
Se você costuma seguir conselhos quando está sentindo um problema de saúde e frequentemente se automedica, cuidado. A Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta para este problema que já se tornou uma importante questão mundial.
Segundo a organização, quase metade dos medicamentos consumidos no mundo está sendo utilizada de maneira irracional. Os especialistas da entidade chegaram a esta conclusão após coletarem e analisarem dados sobre a utilização e a disponibilidade dos remédios globalmente.
Os exemplos de utilização inadequada são vários: “supertratamento” de doenças simples (como as citadas no início do texto), mau uso dos antibióticos, automedicação, tratamentos incompletos ou tratamento incorreto de doenças sérias. E outro dado que chama a atenção: esses fatos ocorrem em todos os países e não só nos menos desenvolvidos.
De acordo com o levantamento, atualmente existem mais de 20 mil medicamentos diferentes disponíveis, e com apenas 316 a humanidade poderia tratar as doenças mais importantes, entre as quais as enfermidades crônicas.
Os dados ainda apontam que em torno de 50% dos antibióticos do mundo são subutilizados ou utilizados sem indicação. Diz ainda que nos Estados Unidos os efeitos adversos decorrentes do uso inadequado de medicamentos é uma das seis causas mais importantes de morte.
A utilização errada dos antibióticos está levando à criação de bactérias resistentes e já tornou, por exemplo, o protozoário causador da malária resistente a cloroquina (medicamento padrão de tratamento) em 80 países. A penicilina não é mais capaz de curar a gonorréia em 98% dos casos.
O tema ganha ainda mais relevância ao lembrarmos que podem começar a surgir formas resistentes do vírus influenza A (H1N1), causador da nova gripe, devido ao uso irracional do antiviral Tamiflu, que é, normalmente, usado em seu tratamento.
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Publicado por Carmem Moraes







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