Tratamento contra HIV ainda falha
Há um grande número de pacientes que apresentam falha na resposta aos antirretrovirais contra Aids em todo o mundo. Segundo pesquisa realizada pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), um em cada três portadores de HIV em tratamento no paÃs tem resistência à maioria das drogas disponÃveis. E em alguns doentes já foram testadas todas as classes possÃveis de remédios, até a sétima e última geração de medicamentos, porque não tem outros para substituir.
Segundo o infectologista Ricardo Diaz, autor do levantamento, as principais hipóteses para explicar a resistência do vÃrus ao tratamento são: uso incorreto do coquetel; o vÃrus já era resistente antes do remédio (transmissão primária) ou pode haver alguma alteração no metabolismo do paciente.
De acordo com outro infectologista, Caio Rosenthal, a maioria dos casos de resistência (excluindo aqueles que se contaminaram com o vÃrus já resistente) acontece por falha na adesão do paciente ao tratamento. O médico afirma que se a pessoa tomar direito o medicamento e a carga viral ficar indetectável, não tem como se tornar resistente. É possÃvel usar os remédios por 20 anos sem desenvolver resistência, conclui.
Para os especialistas, a falta de adesão ao tratamento pode ser consequência dos efeitos colaterais das drogas e dos coquetéis com grande número de comprimidos. Eles explicam que o doente ao sentir náuseas e diarréia ou sintomas alérgicos, rapidamente suspende os remédios.
Ricardo Diaz considera ainda o resultado bom, porque apesar de o medicamento falhar em um número alto de casos, a situação há anos era pior. E a falha na resposta, nos últimos cinco anos, caiu 11%. Ainda temos 30% de falha, entretanto, o número está diminuindo ao longo dos anos, confirma Diaz.
Segundo o médico, com a evolução das drogas, é cada vez mais difÃcil a pessoa ficar sem opção de tratamento. O que pode acontecer é continuar testando a aceitação dos novos coquetéis, até o organismo responder satisfatoriamente, finaliza.
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Publicado por Mondarto







[...] distintos, com diferenças significativas entre seus genomas e biologia. Em relação ao HIV-1, a infecção pelo tipo 2 difere por ter uma evolução mais lenta para os quadros clÃnicos relacionados. [...]