Nova técnica contra arritmia
Os resultados de um estudo americano são um marco para o tratamento de arritmia cardÃaca. A doença, alteração no ritmo normal do coração, que pode torná-lo mais lento ou mais acelerado, podendo alcançar o batimento de 600 vezes por minuto, futuramente será tratada pela técnica de ablação por radiofrequência em pacientes em que os remédios não produzem efeito ou não respondem.
O novo método utiliza um cateter que é introduzido na região da virilha, vai até o coração e conduz em seu interior um soro que resfria o tecido e evita a formação de coágulos. Um eletrodo na ponta do cateter emiti corrente elétrica e as ondas de radiofrequência aquecem o tecido e cauterizam o foco da arritmia.
O trabalho, realizado por pesquisadores da Loyola University Medial Center, nos Estados Unidos, acompanhou 167 pacientes, durante nove meses e todos tinham fibrilação atrial, o tipo de arritmia mais comum. A pesquisa foi realizada com pacientes de 19 centros cardiológicos do mundo, incluindo a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
Ao final do perÃodo, 66% dos pacientes tratados pela nova técnica permaneceram livres dos sintomas, enquanto que somente 16% dos que receberam remédio apresentaram o mesmo resultado. Dos doentes submetidos à ablação apenas 4,9% tiveram intercorrências, como infarto e a própria arritmia contra 8,8% dos que foram tratados com medicamentos. Os dados mostram também que nos doentes cardÃacos em tratamento com ablação ocorreram redução nos sintomas, no risco de recorrência da arritmia e melhora na qualidade de vida.
Os autores do estudo comemoram, mas alertam que a técnica relativamente nova, ainda necessita de mais pesquisas cientÃficas e definitivas comprovando sua total eficácia e alertam para o fato de que as drogas antiarrÃtmicas ainda são eficientes e devem ser sempre a primeira opção no tratamento de fibrilação atrial.
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Publicado por Mondarto







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