Taxa de desnutrição infantil reduz
A taxa de desnutrição (baixo peso) em crianças menores de cinco anos no Brasil caiu de 12,5%, em 2003, para 4,8%, em 2008 – uma queda de 62%. A diarreia aguda, uma das maiores causas de mortalidade infantil, que havia causado 2.913 óbitos em 2003, fechou o ano de 2008 com 1.410 mortes - registrando uma redução de 51,6%, segundo dados do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional do Ministério da Saúde.
Atualmente, mais de 20 mil unidades básicas (específicas para família e postos de saúde) acompanham as condições alimentares dos brasileiros. São atendidas 6,7 milhões de famílias em situação de vulnerabilidade socioeconômica. O monitoramento nutricional e a redução da mortalidade infantil vai ao encontro dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), estabelecidos pela Organização das Nações Unidas (ONU).
É a partir da antropometria (avaliação de peso e altura) que se verifica como está o consumo de alimentos entre as crianças e quais são as principais carências nutricionais. Para combater a desnutrição, o SUS disponibiliza gratuitamente suplementos alimentares à população.
“Os suplementos garantem o nível adequado de nutrientes, mantendo o peso das crianças dentro de padrões recomendados pela Organização Mundial da Saúde”, explica a coordenadora de Alimentação e Nutrição do MS, Ana Beatriz Vasconcelos. Ela destaca que a Política Nacional de Alimentação e Nutrição (PNAN) promove efetivamente maiores cuidados com a alimentação do brasileiro por meio das Equipes da Saúde da Família (ESF) ou nos postos de saúde.
Um dos principais motivos da diminuição da desnutrição infantil é a ampliação da cobertura do Programa Saúde da Família, responsável pela atenção básica da população.
O Programa Saúde da Família é uma importante ferramenta para o diagnostico nutricional da população, incluindo as crianças. São 30.782 equipes, agindo em 5.268 municípios, dando cobertura para 97,3 milhões de pessoas.
O diagnóstico nutricional é o instrumento primário para identificar qualquer distúrbio na nutrição dos indivíduos. Estas equipes estão em contato direto e permanente com a comunidade e conhecem o perfil e as carências dela.
O diagnóstico é a primeira etapa para qualquer intervenção. As ações adotadas podem ir desde o encaminhamento dos pacientes para uma atenção especializada, a prescrição medicamentosa, ou a complementação alimentar.
“O combate à desnutrição de crianças é imprescindível tanto para erradicar a fome quanto para diminuir a mortalidade infantil“, avalia Ana Beatriz Vasconcelos. Por isso, esses dois ODMs devem ser alcançados antes do prazo estipulado pela ONU.
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Publicado por Lais







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