Soja com alto teor de ômega 3
A Administração de Remédios e Alimentos dos Estados Unidos (FDA, na sigla em inglês) liberou a segunda geração da soja geneticamente modificada em laboratório para o consumo humano. Em relação à primeira geração (que tinha vantagens econômicas somente para o produtor), a segunda promete benefÃcios para a saúde do consumidor, pois é considerada mais nutritiva e com alta concentração de ômega 3. Para o presidente da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), o bioquÃmico Walter Colli a invenção da nova soja pode democratizar o consumo de ômega 3, que só existe naturalmente em alta concentração em peixes nobres, como salmão e atum. “As pessoas de baixo poder aquisitivo não conseguem comprá-los. Se o óleo de soja for enriquecido com a substância, mais gente poderá consumÃ-la”.
E é de olho no mercado que a multinacional Monsanto desenvolveu a nova soja que poderia ser usada em margarinas. Além da Monsanto, Basf e Du Pont pretendem lançar em breve transgênicos de segunda geração. A expectativa é que produtos enriquecidos com óleo de soja transgênica cheguem ao mercado no fim de 2010 ou inÃcio de 2011. A segunda geração dos transgênicos ainda não chegou ao Brasil, mas deve entrar em breve na pauta de discussões da CTNBio – que ainda está analisando transgêncos de primeira geração. Até o fim do ano, a comissão deve analisar o pedido de liberação da primeira soja transgênica brasileira, desenvolvida pela Embrapa.
O ômega 3 é o nome dado a ácidos graxos considerado uma gordura do “bem”, associado à redução do risco de infarto e derrame. Pesquisa recente da Universidade de Harvad, nos Estados Unidos, concluiku que a ausência de ômega 3 numa dieta é a sexta principal causa de mortes que poderiam ser evitadas. Não existe uma recomendação oficial sobre o consumo diário de ômega 3. Segundo o GOED Omega-3, empresa que produz produtos à base da substância, o consumo próximo ideal só é alcançado em paÃses nos quais existe uma grande tradição de consumo de peixes entre a população, como é o caso do Japão e da Islândia.
Na pesquisa para grãos de soja com ômega 3 EPA (importante para o sistema cardiovascular), cientistas inseriram dois genes no genoma da soja – um extraÃdo de uma planta semelhante à primeira e outro tirado de um fungo. A soja modificada produz, então, ácido estearidônico (SDA). Como o ALA (ácido alfa-linolênico), esse ácido é convertido em EPA no organismo humano, mas em proporções maiores. A nova soja, contudo, não tem concentração maior do DHA (importante para o sistema nervoso e o cérebro.)
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Publicado por Conceicao Costa







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