Sobrepeso pode ser fator de risco para nova gripe
Os motivos para evitar a obesidade não param de crescer. Nos EUA, país onde o sobrepeso já é uma epidemia de grandes proporções, médicos e profissionais de saúde tem notado quadros mais severos entre os pacientes obesos que contraíram a gripe H1N1, doença classificada como pandêmica pela Organização Mundial da Saúde desde meados de junho. O Centro de Controle e Prevenção de Doenças de Michigan acaba de fazer um levantamento sobre o tema, que termina com um alerta para este possível fator de risco para a doença.
As conclusões foram feitas com base no acompanhamento de 10 pacientes contaminados com o vírus da nova gripe internados em estado grave no Hospital de Michigan. Destes, sete apresentavam Índice de Massa Corporal (IMC) acima de 40 pontos, ou seja, sofriam de obesidade mórbida. Outros dois possuíam IMC maior que 30, eram clinicamente classificados como obesos “clássicos”. Após alguns dias de internação, dois dos pacientes com índice de massa corporal acima de 40 e um paciente com IMC maior que 30 vieram a falecer. Isso quer dizer que, num panorama de pessoas muito acima do peso, o risco de óbito em caso de infecção pelo Influenza A H1N1 é maior que 30%. Aqui no Brasil, confirmando estas assertivas, um dos primeiros casos de óbito aconteceu com um homem de 28 anos que sofria de obesidade mórbida.
A obesidade em si não é responsável pelo fato de a pessoa adquirir a doença, mas pode favorecer possíveis complicações de diversas formas, entre as quais os médicos citam a formação de coágulos nos pulmões, além de falha renal, fator que não havia sido verificado até então em nenhum indivíduo diagnosticado com a infecção, mas que estava presente em mais de 50% dos pacientes estudados que estavam acima do peso. Nenhum dos seis pacientes acima do peso que continuam vivos no Hospital de Michigan se recuperou totalmente, o que indica que o sobrepeso também pode interferir negativamente no período de melhora e superação da doença.
Embora o levantamento se mostre muito recente, e tenha se limitado a poucas pessoas até o momento, alguns médicos nos EUA já falam em administrar doses maiores do antiviral utilizado para exterminar o vírus H1N1 em pessoas infectadas que apresentarem quadros moderados a graves de obesidade, sempre sob rigorosa supervisão médica.
3 Comentários
Publicado por Angela Arraya







[...] estudos efetuados em um grupo com 101 pessoas com a doença, os cientistas encontraram o vírus, conhecido como XMRV, no sangue de 68 pacientes. Ao mesmo teste foi submetido um grupo com 218 [...]
[...] uma hora à tarde e outra hora à noite. Com esse pique, segundo ele, você passa a perder muito peso – até dez quilos por mês. O médico não é contra as academias, claro. O que ele quer [...]
[...] estudo descobriu que pessoas com sobrepeso ou obesas estão mais propensas a ter uma pressão arterial sistólica – o número mais alto [...]