SÃndrome de Down é um acidente genético
É importante que, desde o diagnóstico, a famÃlia de uma criança portadora de SÃndrome de Down tenha um suporte psicológico para preservar os laços entre o bebê e seus pais. “A criança com SÃndrome de Down deve ser inserida primeiro na sua famÃlia e depois na escola e na vida social. “Muitas vezes, os pais têm preconceito da SÃndrome de Down que é anterior ao nascimento do filho”, diz a psicóloga Fernanda Travassos-Rodriguez. Ela observa que o nascimento de um bebê especial representa uma ferida narcÃsica para a famÃlia, pois durante o perÃodo de gestação anseiam por um bebê idealizado. Não são raros os relatos, segundo a psicóloga, que abordam o clima de pesar, ainda na maternidade, quando a famÃlia recebe a informação de que seu recém-nascido é portador da sÃndrome.
O que é a Sindrome de Down? A SÃndrome de Down é um acidente genético sobre o qual ninguém tem controle. Qualquer mulher pode ter um filho com a sÃndrome; não importa a raça, credo religioso, nacionalidade ou classe social. A SÃndrome de Down é um distúrbio genético causado pela presença de um cromossomo 21 extra total ou parcialmente. Segundo estatatÃsticas o risco de uma mulher ter uma criança em Trissomia 21 ( o outro nome da sÃndrome) aumenta com a idade: se a mãe tiver 30 anos, o risco é de 1 em 1.000; se tiver 40 o risco é de 9 em 1.000. Geralmente a frequência da SÃndrome de Down é de 1 para cada 650 a 1.000 recém-nascidos vivos ,e cerca de 85% dos casos ocorre em mães com menos de 35 anos de idade. Pais que têm uma criança com sÃndrome correm risco de ter outra criança, em gravidez futura, com a sÃndrome.
O IBGE estima, de acordo com o senso de 2000, que existam 300 mil pessoas com SÃndrome de Down. Os especialistas dizem que o indivÃduo com sÃndrome costuma ser menor e ter o desenvolvimento fÃsico e mental mais lento que as  sem a sÃndrome. A maior parte delas tem retardo mental de leve a moderado; algumas não apresenta retardo e se situam entre as faixas limÃtrofe e médias baixas; outras podem ter retardo mental severo. O atraso no desenvolvimento na pessoa com sÃndrome pode ainda estar associado a outros problemas clÃnicos como cardiopatia congênita (40%), hipotonia (100%), problemas auditivos (50-70%), de visão (15-50%), distúrbios da tireóide (15%), problemas neurológicos (5-10%) e obesidade e envelhecimento precoce.
Mas isso não impede que uma pessoa portadora de SÃndrome de Down possa frequentar a escola, trabalhar e ter uma vida social intensa. O convÃvio de uma criança portadora da sÃndrome com outras que não são irá colaborar, segundo a psicóloga Fernanda Travassos, no seu desenvolvimento; além disso, essa convivência é positiva para as demais crianças, pois faz com que cresçam respeitando as diferenças, sem nenhum tipo de restrição em seu cÃrculo de amizade, seja por raça, aparência, religião ou nacionalidade.
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Publicado por Conceicao Costa







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