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  • 07
  • out

Hora de trocar o silicone

Por Carmem Moraes, em Cirurgia plástica.

silicone Hora de trocar o silicone

A popularização da cirurgia plástica no Brasil, iniciada em meados da década de 80, colocou o País nos dias de hoje no segundo lugar do ranking mundial de plásticas.

Passados mais de vinte anos, um crescente e necessário movimento nos consultórios médicos tem sido registrado: mulheres que voltam à mesa cirúrgica para trocar as próteses de silicone.

De acordo Alexandre Mendonça Munhoz, cirurgião plástico do Hospital das Clínicas da FMUSP, as próteses mais antigas tinham uma meia vida calculada em torno de 8 a 10 anos.

“Passado esse tempo, seria necessário trocar; uma vez que o rompimento assintomático é significativo”, informa. Apesar da necessidade, grande parte das mulheres só busca a troca após ter algum tipo de problema.Endurecimento do seio, assimetria e dor são as principais causas que as levam a procurar o médico novamente”, explica Munhoz.

A possível ruptura da prótese também pode acarretar em sérias complicações. “Quando a prótese se rompe, podem ocorrer inflamações crônicas do tecido muscular e glandular”, adverte o médico. Segundo ele, além do vencimento do prazo das próteses mais antigas, as pacientes devem prestar atenção a qualquer sinal de alteração estética.

A cirurgia de troca da prótese antiga repete a mesma cicatriz da cirurgia original e requere o mesmo pré-operatório, com exames laboratoriais e de imagem. A anestesia pode ser local, acompanhada de sedação e a cirurgia dura entre 40 minutos e uma hora. Os cuidados pós-cirúrgicos também são os mesmos, com 10 a 15 dias de repouso, mantendo os braços junto ao corpo e sem dormir de bruços nos primeiros 60 dias.

As próteses mais recentes apresentam durabilidade maior, 15 a 20 anos, mas também têm prazo de validade. Isso ocorre porque como é um material sintético a prótese sofre um desgaste e envelhecimento natural.

Arrependimento

De acordo com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, somente no ano de 2004 foram realizados 91.793 implantes de silicone no País. Apesar do alto número e da grande satisfação entre as mulheres que se submeteram à cirurgia, algumas pacientes procuram seus médicos não para trocar, mas para tirar a prótese.

Dependendo do tamanho do implante, é possível que a pele – esticada durante anos pela presença do silicone – fique flácida ou caída após a remoção. “A correção, que envolve a suspensão mamária, pode resultar em uma cicatriz maior a depender do grau de flacidez da pele”, alerta Alexandre Munhoz.



5 Comentários Publicado por Carmem Moraes
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5 comentrios su "Hora de trocar o silicone"

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  2. [...] doutor João Carlos Sampaio Góes, é sabido que a incidência de câncer de mam em ulheres com silicone é ligeiramente mais baixa do que em pacientes sem prótese, possivelmente, segundo ele, porque as [...]

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