Sibutramina – secretaria divulga alerta aos médicos

A polêmica sobre o medicamento para emagrecer sibutramina continua. Na sexta-feira, a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo publicou, no Diário Oficial, um alerta sobre o uso do remédio.
Atualmente, a sibutramina está proibida na Europa desde o início da semana. O alerta é dirigido a profissionais de saúde e a pacientes que já utilizam a substância.
O Centro de Vigilância Sanitária da secretaria recebeu, entre os anos de 2005 e 2010, 35 notificações classificadas como grave para suspeita de reações adversas envolvendo o medicamento sibutramina.
Destas, um total de 17 notificações citavam reações cardiovasculares, que envolviam taquicardia, parada cardiorrespiratória, dor no peito, aumento da pressão arterial, arritmia, bradicardia e palpitação cardíaca. Porém, nenhuma notificação resultou em morte.
Entre as medidas descritas na publicação, está a orientação para que os médicos prescrevam o medicamento somente para pacientes obesos ou com sobrepeso, com índice de massa corporal maior que 30 kg/m2.
Além disso, devem ser maiores de 16 anos e não apresentem risco cardiovascular conhecido, entre eles doença arterial coronariana (ataque cardíaco, angina), histórico de acidente vascular cerebral, arritmias cardíacas, falência cardíaca congestiva, doença arterial periférica e hipertensão não controlada.
Também é recomendado que pacientes em tratamento com medicamento contendo sibutramina procurem seu médico para discutir possíveis alternativas terapêuticas.
“Esse alerta será repassado para profissionais de saúde para que a prescrição do medicamento possa ser diminuída”, afirma Adalton Guimarães Ribeiro, diretor técnico de Farmacovigilância.
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A sibutramina foi desenvolvida na década de 80, como antidepressivo, agindo em áreas do cérebro que controlam não somente o humor e sensação de bem estar, como também o apetite.
No Brasil, é classificada como medicamento sujeito a controle especial (Portaria 344/98) e a sua venda exige a retenção de uma via da receita nas farmácias e drogarias.
O estudo Scout (Sibutramine Cardiovascular Outcomes) demonstrou aumento do risco cardiovascular não fatal nos pacientes tratados com a substância.
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Publicado por Carmem Moraes







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