Sibutramina não pode ser usada em alimentos
A sibutramina, substância usada em medicamentos para emagrecer, e não pode ser usada em alimentos, mesmo aqueles com o rótulo ligado a fitness.
Devido a riscos para a saúde, demonstrados em pesquisas, os produtos que a utilizarem em sua composição devem ser apreendidos.
Uma operação conjunta da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e PolÃcia Federal interditou a fábrica de alimentos Ledal QuÃmica do Brasil Ltda.,em Goiânia (GO).
Investigação realizada pelos dois órgãos identificou a presença de sibutramina em três produtos: Fibra Regi e Sliminus em cápsulas e Sliminus em comprimidos.
Mais de 600 mil comprimidos de alimentos ficaram retidos no local. A Anvisa também determinou a suspensão de distribuição e comercialização, em todo território nacional, de todos os lotes que apresentaram sibutramina na perÃcia.
A interdição da fábrica é valida por 90 dias, prazo em que a empresa poderá apresentar recursos e contraprovas. Caso as irregularidades sejam confirmadas, a empresa pode ser punida com multas que variam de R$ 2 mil a R$ 1,5 milhão.
Produtos suspensos:
- Quitosana, Vitamina C e Berinjela em Cápsulas, marca Fibra, lote 10109, Fab. 09/2009, Val. 09/2011;
- Quitosana, Vitamina C e Berinjela em Cápsulas, marca Sliminus, lote 001, Fab. 01/2009, Val. 01/2011;
- Quitosana com Vitaminas e Minerais em Comprimidos, marca Sliminus, lote 13609, Fab. 09/2009, Val: 09/2011.
Histórico
A investigação teve origem em 2009, a partir de denúncia de irregularidades com relação ao alimento Affinato. Em dezembro do mesmo ano, fiscais da Anvisa realizaram inspeção na fábrica da Ledal QuÃmica do Brasil Ltda. e coletaram amostras de diversos produtos da empresa.
As amostras foram encaminhadas para perÃcia da PolÃcia Federal, que constatou a sibutramina nos três alimentos.
Sibutramina
A sibutramina é uma substância de uso controlado que não pode estar presente em alimentos.
Em janeiro, a Anvisa divulgou alerta para os profissionais de saúde sobre o uso dessa substância, quando a realização de um estudo, denominado SCOUT (Sibutramine Cardiovascular Outcomes), demonstrou aumento do risco cardiovascular não fatal nos pacientes tratados com a substância.
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Publicado por Carmem Moraes







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