Saúde mental melhora com teatro

A saúde mental é tratada no Brasil com qualidade, buscando-se sempre uma relação mais humana, o bem-estar do paciente, seus familiares e também do profissional que está diretamente envolvido no problema, mesmo que de outra forma.
E a melhoria no tratamento aplicado a estes doentes, tantas vezes rotulados como “loucos” e “drogados”, submetidos a “choques” por falta de profissionais devidamente capacitados foi possível devido a parcerias, como a realizada há cinco anos, entre o Ministério da Saúde e o Centro de Teatro do Oprimido. O projeto ganhou força no Rio de Janeiro, primeiro estado a recebê-lo e atualmente está em mais dois estados-pólos: Sergipe e São Paulo.
O sociólogo Geo Britto afirma que essa parceria é um reconhecimento da potencialidade e capacidade de se trabalhar a complexidade de sofrimentos psíquicos a partir de uma metodologia estética, visando à transformação da realidade de usuários, familiares, profissionais de saúde e até da sociedade como um todo, numa perspectiva de direitos humanos.
Desde 2004, o projeto utiliza técnicas do Teatro do Oprimido para capacitar os que trabalham com saúde mental nas unidades da rede pública. Atualmente são mais de 200 profissionais capacitados ao trabalho com a técnica desenvolvida pelo teatro. São médicos, enfermeiros e psicólogos, técnicos em enfermagem, seguranças, porteiros, auxiliares de limpeza, cozinheiros, músicos terapeutas, terapeutas ocupacionais e outros profissionais que têm contato com os doentes e seus familiares.
O criador do Teatro do Oprimido e Embaixador Mundial do Teatro pela Unesco, o teatrólogo Augusto Boal explica que a finalidade do trabalho é desenvolver as capacidades estéticas que todos os indivíduos têm, com o objetivo de que eles analisem os problemas do presente, usando a experiência do passado, para inventar o futuro. Nós temos medo dos diferentes, mas quando a gente se olha no espelho e diz “este sou eu”, está dizendo que é diferente. Portanto, diferentes somos todos nós. Por isso, sentimos medo e angústia com a exclusão daqueles diferentes que são tão semelhantes a nós mesmos, afirma Boal.
Os resultados são colhidos em muitos desses atendimentos nos centros especializados, por meio da diminuição do consumo de drogasa e da medicação.
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Publicado por Mondarto







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