Saúde humana em risco
Cientistas do mundo todo – entre os quais, toxicologistas e especialistas em câncer, se unem contra o uso do bisfenol A (BPA), uma substância que está associada a casos de câncer, hiperatividade, doença cardÃaca e obesidade. O bisfenol A está presente em latas de refrigerante, embalagens plásticas de alimentos e até mesmo em brinquedos. A Dinamarca foi o primeiro paÃs da Europa a banir o BPA de embalagens de alimentos infantis. O Canadá e três estados americanos também já adotaram essa medida, enquanto a França estuda seguir o mesmo caminho. Mas o Reino Unido e boa parte das nações europeias, assim como o Brasil, têm resistido a banir o produto porque alguns estudos, muitos deles financiados pela indústria dos plásticos, afirmam que o uso da substância é seguro.
Novos estudos cientÃficos apontam para os riscos do contato com o bisfenol A para a saúde humana, mesmo em pequenas doses. Um deles, feito por pesquisadores da Universidade de Michigan, revela que o BPA é capaz de prejudicar o sistema reprodutivo e o metabolismo do homem. Outro estudo, feito na Itália, mostrou ligações entre a substãncia e a endometriose, uma doença ginecológica crônica. O pesquisador da Universidade de Stirling disse que estes são estudos significativos, que mostram como o BPA pode ser prejudicial à saúde humana.
Os cientistas, que há anos vêm estudando o efeitos danosos do bisfenol A nas pessoas, acreditam que, em nome da saúde pública, seja prudente e recomendável que os produtos infantis que usem BPA, assim como embalagens de alimentos, sejam retirados do mercado e substituÃdos por outros menos perigosos. O bisfenol A já foi clasificado como um disruptor hormonal e se acredita que ele possa interferir com esse delicado sistema do corpo. Os disruptores hormonais são substâncias quÃmicas produzidas pelo organismo em diversas glândulas do corpo (pâncreas, tireoide, gônodas, ovários e testÃculos) e que agem em locais especÃficos regulando ou alterando determinado órgão ou função. São carreados pela corrente sanguÃnea em nÃveis Ãnfimos e agem como uma espécie de mensageiros, provendo a comunicação entre diferentes partes do organismo.
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Publicado por Conceicao Costa







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