Salto de 36,6 mil metros vai testar os limites do corpo
O rapaz aà da foto é lindo de morrer, corajoso como ele só e adora se lançar no espaço. O paraquedista austrÃaco Felix Baumgartner é o número um quando se trata de saltos em queda livre. Já participou de inúmeros deles, mas agora ele anunciou que participará de uma queda livre a partir da estratosfera, a 36,5 mil metros, onde chegará com balão de hélio e cápsula pressurizada. Para isso, ele se prepara a meses em câmeras de altitude para enfrentar imprevistos como o oxigênio reduzido, a hiperventilação e a rápida descompressão. Patrocinado pela Red Bull, ele também treina em túneis verticais de vento para estabelecer as posições ideais para a queda livre com sua roupa pressurizada. O objetivo de Baumgartner é chegar ao solo terrestre em pouco mais de cinco minutos a 1.600 Km/h.
Há 50 anos que o recorde atual é do piloto da Força Aérea Americana, Joe Kittinger quando saltou de uma altura de 31,3 mil metros. É claro que Baumgartner quer bater esse recorde. Alguém duvida que ele não vá conseguir? Especialistas dizem que nenhum esporte radical deve ser praticado sem considerar a temperatura ambiente e pressão atomosférica, pois são esses fatores que mais influenciam a fisiologia humana. Esta é um ramo da biologia que estuda os processos, as atividades e os fenômenos caracterÃsticos do seres vivos. Oberva o funcionamento e os mecanismos que os regulam e regem. A fisiologia humana baseia-se na anatomia para explicar a estrutura do nosso corpo; na bioquÃmica para conhecer os processos quÃmicos que nele ocorrem; na biofÃsica para estufdar os fenômenos fÃsicos produzidos no corpo e na genética para explicar a herança e a variabilidade das caracterÃsticas hereditárias.
De acordo com os especialistas, ao alcançar velocidades supersônicas a temperatura cai à medida que ascendemos, e seus estragos podem ter efeito dobrado pela velocidade do vento. A 25 graus Celsius negativos a pele exposta começa a congelar; a 50 graus negativos, este efeito ocorre em menos de um minuto. Os tremores, segundo eles, são apenas o primeiro efeito da hipotermia; depois vem sonolência, perda de memória e fala incompreensÃvel. A 36,5 mil metros, Baumgartner enfrentará 70 graus abaixo de zero. A pressão atmosférica também baixa conforma a altitude, dificultando as trocas respiratórias.
A coordenadora do Laboratório de Microgravidade da PUC-RS, ThaÃs Russomano, explica que a pressão, quando diminuÃda, provoca a dilatação dos gases aprisionados nas cavidades corporais, como os seios da face e o aparelho digestivo, causando dor e desconforto. A queda de pressão, decorrente da altitude, pode fazer o nitrogênio dissolvido no sangue precipitar-se e formar bolhas, que circulam pelo corpo e obstruem vasos. O fenômeno é conhecido como descompressão, também comum entre mergulhadores. Dependendo do lugar em que se manifestam, as bolhas levam a dores articulares e sintomas similares aos do AVC. O salto de 36,6 mil metros vai testar os limites do organismo, e a experiência trará informações valiosas a cientistas e medicos sobre o funcionamento do corpo.
1 Comentário
Publicado por Conceicao Costa







[...] sabido que laboratórios investem em formas de melhorar a performance de atletas e criar super-homens. Detectar substâncias que são virtualmente idênticas aos nossos hormônios [...]