Robótica tem aumentado a produtividade das equipes cirúrgicas
Na medicina e na área de saúde são encontrados robôs de diversas formas: robôs de apoio nos hospitais, robôs cadeira de rodas, robôs membros artificiais, robôs órgãos artificiais, robôs cirurgiões e telemedicina. Em maio de 1998, a equipe do ciurgião francês Alain Carpentier, do Hospital Broussais, em Paris, fez a primeira cirurgia cardÃaca sem tocar no paciente, a dois metros de distância. O trabalho do médico foi o de guiar as mãos de um robô, usando um joystick parecido com o dos viodegames. Nos Estados Unidos, duas em cada três operações de ponte de safena são feitas por robôs – muitas delas pela internet.
O Sistema Único de Saúde (SUS) começará a oferecer cirurgias feitas com o uso de robôs a partir deste semestre. O primeiro centro do SUS a realizar cirurgias robotizadas é o Hospital de Câncer de São Paulo, ligado à Universidade de São Paulo (USP). Os robôs já são usados em diversos procedimentos oncológicos como cirurgias de laringe, cardiotoracicas com envolvimento do esófago, cirurgias abdominais em relação ao aparelho digestivo, cirurgias urológicas par rins, suprarrenais e próstata e cirurgias em oncologia ginecológica.
As vantagens dessa técnica são muitas. Com ela, os cortes não precisam ser grandes – apenas o suficiente para a entrada de braços robóticos equipados com microcâmeras de vÃdeo e outros instrumentos minúsculos. Assim, segundo os médicos, a recuperação do paciente é mais rápida do que na operação normal, em que o peito é aberto com um serrote. Outra vantagem é a precisão dos movimentos do robô. Um cirurgião humano, por mais habilidoso, está sempre sujeito a pequenos tremores de mão, causando danos ao paciente. O maior obstáculo da tecnologia é o seu alto custo.
Mas de acordo com especialistas, a aquisição do sistema (um robô custa cerca de US$ 2 milhões) é um benefÃcio enorme já que proporciona cirurgias muito mais precisas e menos invasivas, o que é traduzido em uma recuperação mais rápida e um menor perÃodo de internação. “Uma cirurgia de cabeça e pescoço que durava quatro horas, agora pode ser feita em uma hora. Nesse caso, com o robô, o custo aumenta em quase R$ 5 mil, mas o paciente sai em dois dias, não usa placas, etc. Sua recuperação é melhor. Tanto que seguradoras de saúde já se interessam em pagar os procedimentos”, informa o médico Sérgio Samir Arap, gerente do centro cirúrgico do Hospital SÃrio-Libanês, de São Paulo.
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Publicado por Conceicao Costa










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