Remédio para emagrecer pode elevar risco de infarto
Uma droga consumida em grande escala pela população brasileira para tratamento da obesidade pode elevar consideravelmente o risco de infarto e derrame. A sibutramina, remédio desenvolvido na década de 80 e aprovado em 1997 para promover a saciedade, estão sendo investigada pelo FDA, agência responsável pelo controle de drogas e alimentos dos Estados Unidos, por atuar no sistema nervoso central e causar risco de doença cardiovascular.
O remédio atua diretamente no sistema nervoso provocando a sensação de satisfação alimentar, ou seja, a pessoa ingere uma quantidade menor de alimentos do que anteriormente, mas se sente saciada, consequentemente emagrece.
A solicitação de proibição do medicamento foi feita à agência pelo Public Citizen, grupo de defesa do consumidor americano, baseado em resultados preliminares de um estudo realizado com 10 mil pacientes que ingeriram o remédio. Dentre o grupo dos entrevistados que tomaram sibutramina, 11,4% morreram ou sofreram paradas cardíacas ou derrames. E entre os pacientes que receberam placebo no lugar do remédio, a taxa de eventos cardíacos graves foi menor, de 10%. A diferença de 1,4%, para o estudo é considerada bastante significativa estatisticamente.
O remédio pode provocar diversos efeitos colaterais, dentre os principais, dor de cabeça, boca seca, taquicardia, náusea e insônia ou, ao contrário, em alguns usuários a sonolência.
O estudo foi o primeiro e o maior já realizado com pacientes relacionados à perda de peso com desfechos clínicos causados por um medicamento para tal finalidade, o emagrecimento.
A sibutramina é indicada para pessoas acima do peso, com Índice de Massa Corporal (IMC) acima de 30 e sua utilização, segundo alguns especialistas, como o clínico-geral Pieter Cohen, professor da Escola de Medicina de Harvard, promove uma redução de peso muito modesta para os riscos cardiovasculares que acarreta.
O presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, Ricardo Meirelles diverge do médico americano e considera a sibutramina a droga mais segura do mercado e acha que os resultados do novo estudo não invalidam a continuidade de sua prescrição.
3 Comentários
Publicado por Mondarto







[...] a gestação se for identificada no bebê anomalias congênita cardíacas é possível oferecer tratamento ainda no útero, se o caso possibilitar tal procedimento. A [...]
[...] são um marco para o tratamento de arritmia cardíaca. A doença, alteração no ritmo normal do coração, que pode torná-lo mais lento ou mais acelerado, podendo alcançar o batimento de 600 vezes por [...]
[...] novidade na área cardiovascular será para o início de 2011 a chegada ao mercado da “cópia” da atorvastatina (Lípitor), [...]