Refrigerantes: um dado ruim e outro bom
O dado negativo é que os refrigerantes e sucos artificiais – que têm alta concentração de açúcar – estão ganhando cada vez mais espaço na preferência dos brasileiros. Em recente pesquisa do Ministério da Saúde, que entrevistou 54.367 pessoas entre os dias 12 de janeiro e 22 de dezembro do ano passado, 76% dos adultos bebem esses produtos pelo menos uma vez por semana e 27,9%, cinco vezes ou mais por semana. O consumo quase diário aumentou 13,4% em um ano. Entre os jovens de 18 a 24 anos, de acordo com a pesquisa, a popularidade dos refrigerantes é ainda maior: 42,1% bebem refrigerantes quase todos os dias. As versões diet e ligth são apreciadas por somente 15% dos brasileiros.
O dado positivo é que até 2014, 100% das garrafas Pet utilizadas pela Coca-Cola como embalagem para seus refrigerantes terão 30% de etanol de cana-de-açúcar em sua confecção. A garrafinha – que será comercializada a partir deste mês no Rio, São Paulo, Belo Horizonte, Curitiba, Recife e Porto Alegre – chama-se plantbottle e a expectativa da empresa é que, este ano, a produção inicial das garrafas Plantbottle resulte na redução de uso de mais de cinco mil barris de petróleo. Segundo o vice-presidente de Técnica e LogÃstica da Coca-Cola, Rino Abbondi, a garrafa Pet feita com etanol será capaz de reduzir em até 25% as emissões de CO2.
A garrafa Pet verde vai ser uma boa para o meio ambiente, além de aumentar a participação da cana-de-açúcar na cadeia produtiva da Coca-Cola. “O Brasil é o paÃs do etanol. Quarenta por cento dos carros brasileiros já são flex; 25% do etanol são misturados à gasolina. Esta garrafa está sendo lançada hoje com 30% de etanol, podendo chegar a 100%, e serão usados 68 mil litros de etanol para cada lote de dez milhões de garrafas”, disse o presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar, Marcos Jank. De acordo com ambientalistas, a iniciativa da Coca-Cola garantirá à empresa a imagem de ser protetora do meio ambiente. O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, garantiu que não haverá 1 hectare de expansão de etanol em área de produção de alimentos. “Há uma resistência à questão. No caso do etanol de milho havia realmente problemas de carestia alimentar. Mas, no caso brasileiro, tivemos esta preocupação. No texto do Decreto Ambiental (editado em 2009) consta de maneira especÃfica, a proibição do plantio de cana em área de produção de alimentos“, disse o ministro.
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Publicado por Conceicao Costa







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