Quimioterapia é mais eficiente que radioterapia

Estudo realizado na França, com cerca de 1.300 mulheres com diagnóstico de câncer de mama invasivo nos estágios um e dois comprovou que o tratamento com radioterapia não aumentou a sobrevida.  O tumor no estágio um é o que mede cerca de dois centÃmetros e começa a invadir os tecidos vizinhos, enquanto que o câncer de mama diagnosticado no estágio dois é invasivo e se apresenta com um tumor com cerca de dois a cinco centÃmetros e pode ou não ter se espalhado para a axila. Há ainda os tumores numerados em estágio três, maior que cinco centÃmetros, invasivo e, provavelmente, com raÃzes na axila e o de estágio quatro, o que saiu completamente da mama e apresenta metástase em outros órgãos, dentre eles o fÃgado, cérebro, ossos e pulmões.
Após a cirurgia de mastectomia, as mulheres foram divididas em dois grupos, um grupo recebeu tratamento com radioterapia na área central do peito e a outra metade das mulheres não foi submetida à radiação. Depois de dez anos monitoradas, os pesquisadores não encontraram diferenças significativas nas taxas de sobrevida entre as mulheres dos dois grupos. Nas doentes que receberam radiação, 63% apenas, contra 60% do grupo que não recebeu o tratamento tiveram mais tempo de vida.
Segundo os pesquisadores, além de não aumentar as estatÃsticas de vida, a radioterapia na região da mama, eleva os riscos de efeitos colaterais em diversos órgãos, como o coração, pulmões e esôfago, tecidos vitais que geralmente são atingidos pelo tratamento. E nos gânglios localizados atrás do osso externo, no meio do peito, local de difÃcil acesso, nem mesmo a radioterapia os atingiu.
No trabalho, apresentado na reunião anual da Sociedade Americana de Radiação Oncológica, a melhor alternativa para as mulheres mastectomizadas é fazer quimioterapia e, juntamente a esta, sessões de hormonioterapia. Os dados do estudo indicam que estas duas técnicas associadas evitam o reaparecimento do tumor.
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Publicado por Mondarto










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