Psicopatas são encantadores à primeira vista, mas têm mentes perigosas
Quando vemos cenas de violência, nosso corpo reage. O coração acelera, a pele transpira, sentimos um frio na barriga. Segundo especialistas, são essas sensações que nos diferenciam dos psicopatas. Pessoas com esse distúrbio mental têm linguagem, raciocínio lógico e memória totalmente normais. São homens, mulheres, de qualquer raça e nível social. Trabalham, estudam, fazem carreiras, se casam, têm filhos. São encantadores à primeira vista e causam boa impressão. São tidas como normais pelos que as conhecem superficialmente. Mas cuidado! O problema é que esse tipo gente viola as normas morais e sociais. Os cientistas, no entanto, ainda não descobriram o que causa essa deficiência no funcionamento cerebral.
De acordo com o psicólogo forense, Guido Palomba, é impossível curar um psicopata. O melhor, segundo ele, é mantê-lo afastado da sociedade. “O erro mais comum é condenar um criminoso com esse diagnóstico a penas corporais, como a detenção. O mais sensato é a medida de segurança, que permite o tratamento e a estabilização do quadro diagnosticado”. Mas não foi essa a conduta de um juiz de Goiás que tirou da cadeia antes da hora o psicopata pedreiro Adimar Jesus da Silva, de 40 anos, que matou a pauladas seis jovens entre 13 e 17 anos, em Luziânia (GO), cidade a 70 Km de Brasília. Antes de cometer esses crimes bárbaros, ele tinha sido condenado por abuso sexual. Laudo de psicólogos sobre o pedreiro, feito antes de ele ser beneficiado pela progressão de regime e libertado, indicava que ele era agressivo e dava sinais de ser um psicopata.
Segundo estudiosos, 30% das pessoas são psicopatas. As principais características desse distúrbio mental são o egocentrismo, a ausência de culpa e de remorso, o excesso de razão e inexistência de emoção. Os psicopatas fingem e mentem muito bem. Forjam afeto. Além disso, há os prejuízos sociais causados por esse tipo de transtorno, tais como agressão, estrupos e assassinatos. Especialistas dizem que essas pessoas sentem prazer em cometer o mal, em conseguir concretizar o que almejam, em conseguir enganar alguém. De acordo com os neurologistas, o ser humano nasce ou não com uma tendência biológica à psicopatia, mas o que define se ela vai se manifestar, e em que grau, é o tipo de criação. “A estrutura da nossa personalidade é formada até os 8, 10 anos de idade. Nessa fase, a criança precisa se sentir amada, protegida e acima de tudo, receber limites e aprender a seguir regras. Pais que não colocam limites nos filhos, que deixa os filhos fazerem tudo o que querem, que veem a criança destruindo objetos e não se importam, esses pais estão criando futuros psicopatas”, afirma a psicóloga Maria de Fátima dos Santos. Em 20 anos, ela trabalhou no sistema prisional e avaliou criminosos que haviam cometido estrupos e assassinatos em série. “95% deles são psicopatas e a grande maioria sofreu violência na infância. É lá que alguma coisa o fez se tornar insensível”.
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Publicado por Conceicao Costa







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