Problemas urinários e neurológicos afetam qualidade de vida dos pacientes com esclerose múltipla
De acordo com a Federação Internacional de Esclerose Múltipla, cerca de 2,5 milhões de pacientes no mundo têm a doença. No Brasil o número de portadores chega a 30 mil, segundo a Associação Brasileira de Esclerose Múltipla (ABEM).
A doença é resultado de uma lesão no sistema nervoso central, que interfere na transmissão dos impulsos nervosos. Provoca dificuldades na locomoção motora e disfunção da bexiga, comprometendo não só a qualidade de vida, mas o convÃvio social.
Ainda não estão comprovadas as reais causas da esclerose múltipla, mas sabe-se que ela é mais comum em mulheres do que em homens, e os sintomas costumam aparecer dos 20 aos 35 anos. As funções fisiológicas também são seriamente afetadas pela doença, gerando a necessidade de acompanhamento e cuidados diários.
Uma das ocorrências que acomete os pacientes com esclerose múltipla é a espasticidade. Neste quadro, o paciente apresenta uma rigidez excessiva da musculatura em determinados membros do corpo, como pernas e braços. Os sintomas variam desde uma leve contração até uma deformidade severa, impossibilitando a pessoa de comer, vestir-se, escovar os dentes e até mesmo andar.
“É um problema que afeta seriamente a qualidade de vida e deve ser tratado logo no inÃcio dos sintomas”, assinala o neurologista Dr. Egberto Reis Barbosa, Chefe do Ambulatório de Distúrbios do Movimento, do Hospital das Clinicas de São Paulo. “Este distúrbio se caracteriza pelo aumento do tônus muscular e pela rigidez excessiva de contração dos músculos“.
Outra dificuldade enfrentada pelos pacientes com esclerose múltipla é a sÃndrome da bexiga hiperativa – que consiste em contrações involuntárias do músculo, fazendo com que a pessoa sinta vontade urgente e repentina de urinar podendo, inclusive, apresentar incontinência urinária (perda de urina). A consequência mais comum é o comprometimento da autoestima e o isolamento social, que pode resultar em depressão.
“Muitos pacientes têm medo de que ocorra alguma perda de urina – impondo restrições sexuais, ocupacionais e sociais – ou infecções no sistema urinário, entre outros incômodos“, afirma o Dr. José Carlos Truzzi, doutor em Urologia pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
Para amenizar os sintomas desses problemas (espasticidade e bexiga hiperativa) – comuns em portadores de esclerose múltipla, a toxina botulÃnica tipo A, é uma alternativa eficaz e segura de tratamento.
A toxina botulÃnica é aprovada pela ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para uso terapêutico desde 1992. Ao ser aplicado, o medicamento causa relaxamento temporário do músculo, impedindo as contrações voluntárias no caso da espasticidade e maior controle do aparelho urinário para quem sofre da sÃndrome da bexiga hiperativa.
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Publicado por Regina







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