Pessimismo eleva risco de derrame
Se você é daquelas pessoas que sempre vê o copo meio vazio, decerto já ouviu muitas pessoas dizerem que o pessimismo nunca foi bom conselheiro, e muito menos bom companheiro. Parece papo de avó, mas uma cientista americana acaba de confirmar essas verdades na última semana, quando divulgou uma pesquisa de sua autoria segundo a qual as mulheres saudáveis e desesperançadas tem mais chances de desenvolver placas nas paredes das artérias do pescoço, o que as levaria a sofrer mais derrames e outros acidentes vasculares cerebrais.
Susan Everson-Rose, da Escola Médica da Universidade de Minnesota chegou a acompanhar 559 mulheres com idade média de 50 anos que não tivessem sinais clÃnicos de doença coronariana, como hipertensão. Foram realizados alguns questionários no qual se perguntava à s mulheres estudas suas expectativas sobre o futuro e objetivos pessoais, com a finalidade de medir o grau de pessimismo das mesmas. Outro fator observado foi a depressão, por meio de uma avaliação de 20 itens ou sintomas. Por fim, a espessura das artérias do pescoço foi medida por meio de exames de ultrassom.
O cruzamento de todos estes dados mostrou que as mais pessimistas tem artérias cerca de 0,02 milÃmetro mais espessas se comparadas à s mais esperançosas. Esse engrossamento é uma das caracterÃsticas da aterosclerose, um fator de altÃssimo risco para o desenvolvimento de AVC’s e até ataques cardÃacos.
Mesmo que fossem levados em conta fatores como idade, raça e risco de doenças coronarianas, ainda assim esta diferença de espessura seria significativa. A autora alerta para não se confundir desesperança com depressão, e que a aterosclerose é um traço especÃfico da desesperança.
Ainda é preciso entender melhor como a sensação de pessimismo desencadeia as mudanças fisiológicas que geram o engrossamento das veias. Outra observação que faltou na pesquisa foi algum tipo de monitoramento do cortisol nas mulheres estudadas, para entender também a relação do estresse com estes resultados. O estudo na Ãntegra foi publicado na revista “Stroke”.
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Publicado por Angela Arraya







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