Pesquisa científica: China e Brasil se destacam
O Brasil, segundo análise realizada pela Thomson Reuters a pedido do jornal britânico “Financial Times”, nos últimos 30 anos aumentou o desenvolvimento científico, principalmente em áreas como saúde, agricultura e meio ambiente, além de se destacar como líder no uso de biocombustíveis. A Thomson Reuters indexa estudos publicados em 10.500 revistas científicas e fez análise do desempenho das quatro principais nações emergentes – Brasil, China, Índia e Rússia, o grupo dos Bric.
O desempenho do Brasil foi considerado pela empresa como “poderoso”, se comparado com o lento avanço da Índia e o declínio da Rússia depois do fim da União Soviética, que na época da Guerra Fria lançou, em 1957, o primeiro satélite Sputnik e levou ao espaço o primeiro ser humano, Yuri Gagarin, em 1961. Mas é a China que vem apresentando grande crescimento da produção científica, a ponto de poder passar a frente dos Estados Unidos em 2020. De acordo com os analistas, a China ultrapassou todas as expectativas que se tinha há quatro anos, enquanto a Índia não avançou o esperado.
O relatório da Thomson analisa que os chineses têm tido incentivos para produzir cada vez mais pesquisas de qualidade. E é esse investimento do governo chinês, em todos os níveis de ensino, do fundamental à pós-graduação o principal motivo de a China ter virado, nas últimas três décadas, potência científica, embora a qualidade ainda seja considerada irregular. O fluxo organizado e direcionado do conhecimento, da ciência básica às aplicações comerciais, além da forma eficiente e flexível com que as autoridades lidam com a ida de cientistas para os Estados Unidos e Europa, fechando acordos para que eles passem parte do ano no país e o restante no Ocidente são outras razões para o sucesso chinês em produção científica. Isso pode ser confirmado pelo fato de que 9% dos estudos originários do país têm, pelo menos, um co-autor dos Estados Unidos. O forte das pesquisas científicas na China, Índia e Rússia são engenharias, ciências físicas e químicas.
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Publicado por Conceicao Costa







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