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  • 07
  • nov

Pesquisa avalia relação de mercúrio e autismo

Por Carmem Moraes, em Pesquisa e experimentação.

child eyes Pesquisa avalia relação de mercúrio e autismoUma pesquisa norte-americana avalia a possível relação entre a concentração de mercúrio no organismo e o diagnóstico de autismo em crianças de 2 a 5 anos de idade.

Para conhecer melhor essa interação, um grande estudo populacional está em curso na Califórnia, nos Estados Unidos.  Um grupo de mais de 400 crianças, diagnóstico de autismo clássico, manifestações leves e crianças normais foi analisado.

Os cientistas mediram os níveis de mercúrio no sangue dessas crianças para descobrir se existe associação entre o metal e o autismo. As fontes possíveis de mercúrio são várias, mas as mais importantes são o consumo de peixe, a presença de obturações dentárias à base de amálgama e as vacinas e medicamentos de uso comum contendo timerosal.trans Pesquisa avalia relação de mercúrio e autismotrans Pesquisa avalia relação de mercúrio e autismo

O consumo de peixes pelas crianças foi alvo de uma análise específica, pois é a maior fonte do metal. Após dosarem os níveis de mercúrio no sangue das crianças, uma primeira conclusão foi possível: não há diferença entre os níveis de mercúrio no organismo das crianças autistas quando comparadas com as normais.

A aplicação de vacinas contendo timerosal não modificou os resultados. Além disso, as crianças com autismo apresentaram um padrão de consumo de peixe menor do que a média do grupo das crianças normais. Talvez por causa de reações ao sabor e odor do alimento.

A pesquisa (“Blood Mercury Concentrations in CHARGE StudyChildren with and without Autism“) prossegue e é realizada pelo Instituto Nacional de Saúde Ambiental do governo norte-americano.

O autismo ainda é uma doença de difícil compreensão. As crianças apresentam dificuldade de relacionamento interpessoal, comportamentos repetitivos e interesses limitados.

A doença apresenta-se de diferentes formas, desde a mais completa até outras gradações. Uma delas é a síndrome de Asperger, em que as dificuldades podem se apresentar parcialmente ou de forma muito leve.

As crianças do sexo masculino predominam entre os autistas, filhos de pai ou mãe mais velhos e uma série de alterações em vários genes. O papel do fator genético ainda está sendo conhecido, principalmente a partir dos estudos do genoma humano. Além disso, os pesquisadores estudam a força da interação entre a genética e os fatores ambientais no aparecimento da doença.



1 Comentário Publicado por Carmem Moraes
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1 comentàrio su "Pesquisa avalia relação de mercúrio e autismo"

  1. [...] cerca de 1% das crianças americanas apresentam alguma forma de autismo, entre a maioria está o Asperger e outras formas médias e leves da doença. Na próxima [...]


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