Pesquisa avalia relação de mercúrio e autismo
Uma pesquisa norte-americana avalia a possÃvel relação entre a concentração de mercúrio no organismo e o diagnóstico de autismo em crianças de 2 a 5 anos de idade.
Para conhecer melhor essa interação, um grande estudo populacional está em curso na Califórnia, nos Estados Unidos.  Um grupo de mais de 400 crianças, diagnóstico de autismo clássico, manifestações leves e crianças normais foi analisado.
Os cientistas mediram os nÃveis de mercúrio no sangue dessas crianças para descobrir se existe associação entre o metal e o autismo. As fontes possÃveis de mercúrio são várias, mas as mais importantes são o consumo de peixe, a presença de obturações dentárias à base de amálgama e as vacinas e medicamentos de uso comum contendo timerosal.

O consumo de peixes pelas crianças foi alvo de uma análise especÃfica, pois é a maior fonte do metal. Após dosarem os nÃveis de mercúrio no sangue das crianças, uma primeira conclusão foi possÃvel: não há diferença entre os nÃveis de mercúrio no organismo das crianças autistas quando comparadas com as normais.
A aplicação de vacinas contendo timerosal não modificou os resultados. Além disso, as crianças com autismo apresentaram um padrão de consumo de peixe menor do que a média do grupo das crianças normais. Talvez por causa de reações ao sabor e odor do alimento.
A pesquisa (“Blood Mercury Concentrations in CHARGE Study – Children with and without Autism“) prossegue e é realizada pelo Instituto Nacional de Saúde Ambiental do governo norte-americano.
O autismo ainda é uma doença de difÃcil compreensão. As crianças apresentam dificuldade de relacionamento interpessoal, comportamentos repetitivos e interesses limitados.
A doença apresenta-se de diferentes formas, desde a mais completa até outras gradações. Uma delas é a sÃndrome de Asperger, em que as dificuldades podem se apresentar parcialmente ou de forma muito leve.
As crianças do sexo masculino predominam entre os autistas, filhos de pai ou mãe mais velhos e uma série de alterações em vários genes. O papel do fator genético ainda está sendo conhecido, principalmente a partir dos estudos do genoma humano. Além disso, os pesquisadores estudam a força da interação entre a genética e os fatores ambientais no aparecimento da doença.
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Publicado por Carmem Moraes







[...] cerca de 1% das crianças americanas apresentam alguma forma de autismo, entre a maioria está o Asperger e outras formas médias e leves da doença. Na próxima [...]