Perfil dos hipertensos: 80% têm histórico familiar
A maioria dos pacientes que sofrem com hipertensão são mulheres (63,4%), com mais de 50 anos (64,9%) e 81% possuem a doença no histórico familiar.
É o que aponta um estudo, realizado pela Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo, que traçou o perfil dos pacientes hipertensos.
O fato de haver mais mulheres atendidas deve-se, provavelmente, a elas serem mais conscientes que os homens em relação à sua doença.
“A hipertensão é uma doença que pode não apresentar sintomas, mas traz graves conseqüências à saúde. Por isso é importante a população ficar atenta a esse mal” explica Fernando Lara Roquete, orientador do estudo.
Quanto aos antecedentes patológicos pessoais, a dislipidemia (altos níveis de gordura circulando no sangue) foi a patologia encontrada com maior freqüência, em 46,4% dos pacientes; em seguida diabetes, em 14% dos entrevistados; acidente vascular cerebral (AVC) em 7% e infarto agudo do miocárdio em 5,6% dos pacientes.
Já sobre os antecedentes patológicos familiares, 81,6% pacientes disseram ter um familiar de primeiro grau com hipertensão, 50,7% tinham familiares com história de AVC e 35,2% com história de infarto agudo do miocárdio.
Em relação ao hábito de fumar e consumir álcool, a maioria dos pacientes negou tê-los. Sobre a prática de exercícios físicos, 39,4% dos pacientes praticavam alguma atividade física de forma regular (três vezes ou mais por semana), mas a maioria, 55%, era sedentária. O tipo de atividade mais comum foi a caminhada.
Sobre seguir a prescrição médica, 88,7% dos pacientes afirmaram que tomavam a medicação conforme fora indicado pelo médico e 11,3% dos pacientes diziam que não tomavam a medicação de acordo com o que havia sido prescrito. Dentre estes, a maioria dizia esquecer de tomar a medicação durante o dia.
Afirmaram fazer controle da dieta (dieta hipossódica, com baixo teor de sal) 73,2% dos pacientes. Os outros 26,7% não faziam um controle dietético adequado por várias razões, as mais freqüentes foram: paladar sem sabor, alimentavam-se fora de casa, dificuldade para preparar dois tipos de comida ou não aceitação da dieta pelos outros moradores da casa.
A hipertensão arterial é considerada um importante fator de risco para doença aterosclerótica, acidente vascular cerebral e infarto do miocárdio. Sabendo-se que as doenças cardiovasculares ocupam o primeiro lugar em causas de morte no Brasil, a hipertensão já é reconhecida como importante problema de saúde pública.
Além do tratamento medicamentoso prescrito pelo médico, é importante que pacientes hipertensos modifiquem o estilo de vida.
Isso inclui a redução do peso, prática regular de atividade física, dieta enfatizando consumo de frutas, verduras, alimentos integrais, leite desnatado e derivados, quantidade reduzida de gorduras saturadas e colesterol, maior quantidade de fibras, potássio, cálcio e magnésio, associada à redução no consumo de sal, ingestão moderada de álcool, abandono do tabagismo e controle do estresse psicoemocional.
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Publicado por Carmem Moraes







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