Palmadas podem atrasar inteligência das crianças

Antigamente palmadas eram sinônimo de educação rÃgida. Mas recentemente a prática é condenada pelos educadores e ganha endosso da ciência. Um novo estudo aponta que palmadas e outras punições corporais atrasam a inteligência infantil.
A pesquisa, publicada pela revista Science, constatou que o Q.I. (quociente de inteligência) de crianças entre 2 e 4 anos que receberam palmadas regulares de seus pais caiu mais de cinco pontos no decorrer de quatro anos, comparado com o de crianças que não levaram palmadas.
O estudo foi realizado pela Universidade de New Hampshire, junto ao Centro de Pesquisa e Prevenção em Berkeley, na Califórnia.
Essas não são as primeiras evidências de que bater em crianças traz um custo. Muitos estudos prévios já sugeriam a associação, e um estudo recente a partir de tomografias do cérebro descobriu que crianças severamente castigadas com surra tiveram baixo desempenho cerebral na faixa “verde” – que inclui neurônios – comparadas com outras crianças. Estresse, ansiedade e medo talvez expliquem por que surras tornam lento o desenvolvimento cognitivo.
No entanto, os novos pesquisadores fazem uma ligação mais forte no relacionamento de causa e efeito entre surras e inteligência do que outros estudos. Isso porque ele examina crianças no decorrer de quatro anos, além de calcular muitas variáveis passÃveis de confusão, como a etnia dos pais, educação e se eles faziam leituras para as crianças ou não.
Foram analisaram dados coletados nos anos 1980 como parte de uma pesquisa nacional de saúde infantil. Em 1986, um estudo anterior mensurou o Q.I. de 1.510 crianças com idade entre 2 e 9 anos, e também observou a frequência suas mães as submetiam a punições corporais. Os pesquisadores repetiram os testes quatro anos depois.
Os pesquisadores separaram as crianças em dois grupos de idade – 2 a 4 anos e 5 a 9- porque alguns psicólogos infantis afirmam que surras ocasionais são aceitáveis em crianças mais novas, mas não em crianças mais velhas.
As projeções revelaram que 93% das mães que bateram em crianças de 2 a 4 anos ao menos uma vez por semana, e que 58% recorreram à disciplina fÃsica com crianças mais velhas. Quase metade das mães das crianças mais novas bateram em seus filhos três ou mais vezes por semana.
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Publicado por Carmem Moraes







[...] na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, FMRP, da Universidade de São Paulo, USP, com crianças nascidas na cidade, em 1994 e em outra região do paÃs, São LuÃs, no Maranhão. Segundo o [...]
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