Ortopedistas incentivam o uso da cadeirinha
Uma campanha iniciada pelos ortopedistas gaúchos procura convencer os pais a adotarem imediatamente a “cadeirinha” para proteção das crianças nos automóveis, embora o Contran tenha prorrogado a data da obrigatoriedade para 1º de setembro.
A campanha, assinada pelo Instituto de Ortopedia e Traumatologia de Passo Fundo, no Rio Grande do Sul, tem como mote “Não espere até setembro para iniciar o uso”. O cartaz reitera quais os dispositivos que se tornarão obrigatórios: o “berço portátil” para até um ano, a “cadeirinha auxiliar” que deve ser fixada no veículo pelo cinto de segurança, para crianças de um a quatro anos, o “assento de elevação”, que coloca a criança de quatro a sete anos à altura necessária para usar o cinto e o “cinto de segurança”, para crianças de até 10 anos.
Para o diretor de Ensino e Pesquisa do Instituto e vice-presidente da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia – SBOT, Osvandré Lech, o adiamento da obrigatoriedade foi motivado pela grande procura das “cadeirinhas”, que acabou com o estoque das lojas, mas desde então as fábricas estão trabalhando a todo vapor e grande parte do comércio já está reabastecido. Ele explica que 2.500 crianças brasileiras morrem a cada ano por serem lançadas contra o painel ou o vidro de veículos, durante acidentes, e que um número maior ainda sofre ferimentos que deixam seqüela.
“O tratamento de uma fratura numa criança é sempre complexo”, ensina, e lembra que, como médico, acompanha o sofrimento de famílias profundamente afetadas quando um filho ou filha sofre uma amputação ou é vítima de paralisia devido a um acidente que poderia não ter seqüelas, se a criança estivesse devidamente protegida. Por isso mesmo ele insiste que os pais passem a proteger seus filhos com a “cadeirinha” ou com o “assento de elevação” imediatamente, sem aguardar o início de setembro, quando então a falta do equipamento será punida com multa de R$ 191,53.
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Publicado por Lais







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