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  • 07
  • nov

Orgânicos, cosméticos sem regulamentação

Por Conceicao Costa, em Cosmética.

cosméticos orgânicos ainda sem regulamentação Orgânicos, cosméticos sem regulamentaçãoA briga é de cachorro grande. De um lado os fabricantes de cosméticos convencionais dizem que os produtos orgânicos são até cinco vezes mais caros  e apóiam-se no marketing verde para anunciar produtos. Do outro, os fabricantes de cosméticos orgânicos alegam que seus produtos são diferentes dos convencionais em relação a uma porcentagem variada de ingredientes certificados dependendo do selo e que eles não possuem matéria-prima derivada de petróleo (silicone e óleos minerais).

No meio da polêmica estão dermatologistas e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).  Cientistas dizem que a composição baseada em vegetais nem sempre traz bons resultados. As plantas têm substâncias químicas que podem causar alergia, irritação ocular e até fototoxidade – uma espécie de queimadura quando a pele é exposta ao sol. As benesses alardeadas pela indústria dos orgânicos não são reconhecidas pela Anvisa. O posicionamento oficial da agência é de que as empresas que divulgam seus produtos como naturais o fazem apenas por marketing. “Nunca recebemos uma fundamentação técnica suficiente para definir um cosmético como orgânico”, diz Josineire Sallum, gerente-geral de cosméticos da Anvisa.

Os especialistas dizem que o ponto fraco dos cosméticos orgânicos é a falta de estudos clínicos que comprovem a sua eficácia. Eles afirmam que é obrigação do produto não ter resíduos de herbicidas, seja ele orgânico ou convencional, e que divulgar só essa informação, como se fosse um diferencial, não passa de uma estratégia para atrair o consumidor.

A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) também desconhece estudos que mostrem a superioridade dos cosméticos orgânicos sobre os demais. A entidade afirma que é um mito dizer que esses cosméticos são mais seguros. Faltam estudos sobre as propriedades biológicas dos produtos orgânicos. Eles trazem danos à pele da mesma forma e proporção que os artigos convencionais. A verdade é que a falta de reconhecimento não inibe o mercado  dos chamados cosméticos sustentáveis que é estimado em US$ 6 bilhões e cresce a taxas de 20% ao ano.



3 Comentários Publicado por Conceicao Costa
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3 comentrios su "Orgânicos, cosméticos sem regulamentação"

  1. Neila de Paula

    O conceito de produtos orgânicos migrou da área alimentícia e, apesar de ainda causar certa resistência a algumas pessoas, já conquistou um público cativo, uma vez que as condições básicas que definem os produtos orgânicos são as ausências de agrotóxicos e fertilizantes químicos para o seu cultivo. Entretanto, tratando-se dos cosméticos orgânicos, muitos consumidores ainda não estão suficientemente esclarecidos a respeito destes produtos. Muitos adeptos da “onda verde” adquirem, de fato, um produto natural ou até mesmo algum que contenha matérias-primas orgânicas. Ainda assim, nestes casos o esclarecimento deve ser feito; pois os verdadeiros cosméticos orgânicos devem ser compostos apenas por ingredientes naturais, com no mínimo 95% da matéria-prima utilizada produzida dentro dos preceitos da agricultura orgânica; também não devem conter conservantes e fragrâncias sintéticas, derivados de petróleo, silicones entre outros componentes considerados de origem não natural. Obviamente os fabricantes não chamam atenção para esses detalhes, pois se seus produtos são naturais, mas não orgânicos a fatia de consumidores que valorizam, sobretudo, a origem orgânica dos componentes de um produto passarão a ter visão crítica do segmento apenas natural. Outro ponto forte para a população aderir a estes cosméticos no Brasil é a relação verdadeira da produção dos mesmos com as políticas de sustentabilidade, que desencadeia qualidade para o meio ambiente através da prática não extrativista da matéria-prima, bem como, pela reciclagem das embalagens utilizadas.
    Para assegurar que todas as exigências de produtos orgânicos serão seguidas surgiram então as empresas certificadoras que fiscalizam desde a produção da matéria-prima até o produto acabado. No Brasil, no início da década de 80, surgiu o IBD (Instituto Biodinâmico de Desenvolvimento), a mais antiga certificadora brasileira de produtos orgânicos. A única 100% nacional reconhecida em todo o mundo, e que possui os credenciamentos para que as exportações destinem-se para todos os países.
    Num balanço final, os cosméticos orgânicos deverão ganhar força nos próximos anos, primeiramente pelo devido esclarecimento aos consumidores, e também pela regulamentação do mercado de cosméticos orgânicos, que está sendo desenhada pelo Ministério da Agricultura. Além disso, tendem ocupar cada vez mais espaço na linha de produtos ecologicamente corretos que proporcionam qualidade de vida para quem vive no campo e nas cidades.

  2. [...] certificação obrigatória de produtos orgânicos só será exigida a partir de 2011. O prazo foi prorrogado para [...]

  3. [...] dos casos numa faixa de 70 a 80% dos casos tratados, além de ter um excelente resultado cosmético dando menos irritação, menos cicatrizes residuais da lesão tratada e cuja a dor é bem tolerada [...]


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