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  • 07
  • ago

OMS adota indicadores do Brasil para controlar hanseníase

Por Carmem Moraes, em Novas fronteiras médicas.

090807virushans OMS adota indicadores do Brasil para controlar hanseníase

A Organização Mundial da Saúde (OMS) passa, a partir desta semana, a recomendar aos países que registram casos de hanseníase dois indicadores brasileiros como prioritários para o controle da doença.

Os indicadores são a proporção de jovens abaixo de 15 anos entre os novos casos diagnosticados e os registros de pacientes com alto grau de incapacidade provocada pela enfermidade, como deformações no corpo – o estágio 2. Com a recomendação da OMS, esses indicadores passam a ser importantes para controlar a doença em outros lugares do mundo, como já é feito no Brasil.

Embora já sejam conhecidos pelos países onde a hanseníase é endêmica, ou seja, com transmissão ativa, essas normas não eram consideradas prioritárias. Era considerada mais importante a avaliação do coeficiente de prevalência, que é a proporção de casos em relação a cada grupo de 10 mil habitantes.

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, disse, em nota divulgada pela pasta, que comemora a decisão da organização. “A recomendação da OMS é motivo de orgulho para o Programa Nacional de Controle da Hanseníase, pela pujança e qualidade do trabalho desenvolvido”, disse.

Os dados dos dois indicadores prioritários recomendados pela OMS e já em uso no Brasil servem para avaliar a precocidade ou não do diagnóstico realizado no paciente, além de orientar ações para aprimorar a vigilância da enfermidade, o que faz reduzir o número de casos.

No caso da detecção de novos casos em jovens, o indicador permite monitorar o índice de transmissão da doença em anos recentes. Isso porque quando há notificação da doença em pessoas com menos de 15 anos o dado revela que adultos que convivem com os menores estão transmitindo a hanseníase e não tem diagnóstico e, portanto, não recebem o tratamento e mantém ativa a cadeia de contaminação.

Quanto ao percentual de casos com grau de incapacidade 2 (o mais alto na escala), o dado mostra o diagnóstico tardio, o que aponta para a necessidade de aumentar a busca ativa de casos novos. Isso feito, o tratamento deve ser iniciado imediatamente, o que também reduz a transmissão da doença para outras pessoas.

No Brasil

No quadro geral, o número de casos novos de hanseníase no Brasil caiu 23% entre 2003 e 2008. A melhoria da atenção à saúde, principalmente na rede básica, é apontada como um dos motivos para a queda na detecção de novos registros da doença. Em 2003, o total de notificações foi de 51.941. Já em 2008, o total caiu para 39.992. O recuo foi ainda mais significativo na população com menos de 15 anos, com índice de queda de 28,6% (4.181, em 2003, contra 2.910, em 2008).

O que é hanseníase?

É uma doença infecciosa (veja o agente causador na foto) que atinge a pele e os nervos dos braços, mãos, pernas, pés, rosto, orelhas, olhos e nariz. O tempo entre o contágio e o aparecimento dos sintomas é longo. Pode variar de 2 a até mais de 10 anos.

A hanseníase pode causar deformidades físicas, que podem ser evitadas com o diagnóstico no início da doença e o tratamento imediato.

Os principais sintomas são manchas na pele com perda ou alteração de sensibilidade, áreas de pele seca e com falta de suor, sensação de formigamento, dor e sensação de choque, fisgadas e agulhadas ao longo dos nervos dos braços e das pernas, diminuição da força muscular, úlceras e nódulos no corpo, entre outros.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) passa, a partir desta semana, a recomendar aos países que registram casos de hanseníase dois indicadores brasileiros como prioritários para o controle da doença.

Os indicadores são a proporção de jovens abaixo de 15 anos entre os novos casos diagnosticados e os registros de pacientes com alto grau de incapacidade provocada pela enfermidade, como deformações no corpo – o estágio 2. Com a recomendação da OMS, esses indicadores passam a ser importantes para controlar a doença em outros lugares do mundo, como já é feito no Brasil.

Embora já sejam conhecidos pelos países onde a hanseníase é endêmica, ou seja, com transmissão ativa, essas normas não eram consideradas prioritárias. Era considerada mais importante a avaliação do coeficiente de prevalência, que é a proporção de casos em relação a cada grupo de 10 mil habitantes.

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, disse, em nota divulgada pela pasta, que comemora a decisão da organização. “A recomendação da OMS é motivo de orgulho para o Programa Nacional de Controle da Hanseníase, pela pujança e qualidade do trabalho desenvolvido”, disse.

Os dados dos dois indicadores prioritários recomendados pela OMS e já em uso no Brasil servem para avaliar a precocidade ou não do diagnóstico realizado no paciente, além de orientar ações para aprimorar a vigilância da enfermidade, o que faz reduzir o número de casos.

No caso da detecção de novos casos em jovens, o indicador permite monitorar o índice de transmissão da doença em anos recentes. Isso porque quando há notificação da doença em pessoas com menos de 15 anos o dado revela que adultos que convivem com os menores estão transmitindo a hanseníase e não tem diagnóstico e, portanto, não recebem o tratamento e mantém ativa a cadeia de contaminação.

Quanto ao percentual de casos com grau de incapacidade 2 (o mais alto na escala), o dado mostra o diagnóstico tardio, o que aponta para a necessidade de aumentar a busca ativa de casos novos. Isso feito, o tratamento deve ser iniciado imediatamente, o que também reduz a transmissão da doença para outras pessoas.

No Brasil

No quadro geral, o número de casos novos de hanseníase no Brasil caiu 23% entre 2003 e 2008. A melhoria da atenção à saúde, principalmente na rede básica, é apontada como um dos motivos para a queda na detecção de novos registros da doença. Em 2003, o total de notificações foi de 51.941. Já em 2008, o total caiu para 39.992. O recuo foi ainda mais significativo na população com menos de 15 anos, com índice de queda de 28,6% (4.181, em 2003, contra 2.910, em 2008).

O que é hanseníase?

É uma doença infecciosa que atinge a pele e os nervos dos braços, mãos, pernas, pés, rosto, orelhas, olhos e nariz. O tempo entre o contágio e o aparecimento dos sintomas é longo. Pode variar de 2 a até mais de 10 anos.

A hanseníase pode causar deformidades físicas, que podem ser evitadas com o diagnóstico no início da doença e o tratamento imediato. Os principais sintomas são manchas na pele com perda ou alteração de sensibilidade, áreas de pele seca e com falta de suor, sensação de formigamento, dor e sensação de choque, fisgadas e agulhadas ao longo dos nervos dos braços e das pernas, diminuição da força muscular, úlceras e nódulos no corpo, entre outros.



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2 comentrios su "OMS adota indicadores do Brasil para controlar hanseníase"

  1. [...] e crônica, a hanseníase atinge, principalmente, uma faixa etária economicamente ativa da população, fazendo estragos, [...]

  2. [...] alto potencial incapacitante da hanseníase está diretamente relacionado à capacidade do bacilo penetrar a célula nervosa e também ao sua [...]


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