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  • 20
  • jun

Obesidade não é um diagnóstico psiquiátrico, afirma estudo

Compulsão alimentar será incluída como uma desordem psiquiátrica nas novas diretrizes de saúde mental, entretanto, um grupo de especialistas não recomendam que a obesidade deva ser incluída.

Os psiquiatras estão em processo de revisão de diagnóstico dessa área, conhecido como Manual de Diagnóstico e Estatísticas de Desordem Mental (DSM, sigla em inglês). Este manual contém descrições, sintomas e outros critérios para o diagnóstico de transtornos mentais, influenciando nos tratamentos médicos e planos de seguro utilizados. A quinta edição do DSM vai começar a valer em 2013.

Depois de realizar uma pesquisa, o grupo de pesquisadores já possuem provas científicas de que a compulsão alimentar tende a acontecer dentro de famílias e casos com um distinto perfil demográfico: sexo masculino, idade avançada, distúrbio de personalidade e início tardio da doença.

De acordo com a proposta de revisão do grupo de pesquisadores da DSM, compulsão alimentar é descrita como comer quantidades bem acima do normal que a maioria das pessoas, em um período de tempo pequeno e falta de controle durante o episódio. A pessoa se sente angustiada durante os períodos sem comer e os rompantes acontecem pelo menos uma vez por semana.

Obesidade não é um distúrbio psiquiátrico Obesidade não é um diagnóstico psiquiátrico, afirma estudo

A compulsão alimentar está associada a pelo menos três dos comportamentos abaixo:

  1. Comer muito mais rapidamente do que o normal;
  2. Comer até sentir-se desconfortavelmente cheio;
  3. Comer grandes quantidades de alimentos quando não se sentir fisicamente com fome;
  4. Comer sozinho por causa de constrangimento do quanto se está comendo;
  5. Sentir-se arrependido, deprimido ou culpado depois de comer compulsivamente.

No DSM atual, a compulsão alimentar está na categoria conhecida como “transtorno alimentar não especificado de outra forma“, também conhecido como EDNOS (sigla em inglês para Eating Disorder Not Otherwise Specified). Pacientes com transtornos alimentares, cujos sintomas não preenchem os critérios de diagnóstico, não se enquadram nessa categoria.

Existem outros tipos de EDNOS, como remoção da desordem – quando a pessoa tem a compulsão de comer, mas vomita logo após – ou a síndrome de comer de noite – quando a pessoa acorda no meio da noite para atacar a geladeira. Segundo os pesquisadores, não há informação suficiente para enquadrar esses transtornos no momento.

De acordo com o Dr. Ovídio Bermudez, diretor médico do Eating Disorders Program Laureate, em Tulsa, Oklahoma, o problema com o EDNOS é que os pacientes mais graves, na maioria das vezes, têm necessidades médicas que não se qualificam dentro do nível de atendimento das companhias de seguros.

OBESIDADE NÃO É UM TRANSTORNO

“A obesidade não foi recomendada como um distúrbio psiquiátrico, por várias razões”, afirmou Dr. Timothy Walsh, presidente do grupo de alimentação da revisão do Manual de Diagnóstico e Estatísticas de Desordem Mental (DSM). Ela pode ser resultado de diversos fatores, incluindo, “comportamento, meio ambiente, genética e alterações de comportamento, que pode ser parte da DSM”, disse ele.

Walsh apresentou as recomendações ao grupo de pesquisadores, que foram lançadas online há algumas semanas no site da DSM, na conferência anual da Associação Americana de Psiquiatria.

“A maioria das pessoas com transtorno da compulsão alimentar está com sobrepeso ou obesos, mas deve-se olhar para a questão da obesidade em si, reconhecida como uma consequência do transtorno. Nós não pensamos que pode ser justificado”, afirma o médico.

A explicação do pesquisadores para a retirada da obesidade como transtorno é o fato de que a obesidade é uma doença física, e que, como todas as doenças, tem um componente emocional, o que acontece com asma ou diabetes, por exemplo. Contudo, isso significa que não pode ser considerada uma doença psiquiátrica.



1 Comentário Publicado por Regina
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1 comentàrio su "Obesidade não é um diagnóstico psiquiátrico, afirma estudo"

  1. sandra

    sofro muito, desde muito jovem, com a compulsão por comida. em 20 anos, perdi e retomei 20, 30 quilos, 10 vezes. como resultado, pressão arterial caótica, depressão, tentativa de suicídio e 0 de auto-estima. me sinto como as pessoas viciadas em drogas, preciso de internação, vivo muito triste com essa sensação de frustração e fracasso comigo mesma… gostaria muito de me voluntariar em qualquer pesquisa, qualquer mesmo, em benefício do controle do comer compulsivo. neste caso, minha vida poderia ter algum valor.


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