Obesa corre mais risco de asma

Uma pesquisa realizada com mais de 88 mil voluntárias confirmou que as mulheres gordinhas correm mais risco de desenvolver asma. O novo estudo, publicado na revista Thorax, avaliou somente pessoas do sexo feminino e constatou que as mulheres com Índice de Massa Corporal, IMC, normal, até 24,9KG/m2, ou seja, as que tinham a medida da cintura maior que 88 cm de circunferência tiveram três vezes mais chances de ter a doença.
A asma prevaleceu nas mulheres com sobrepeso e obesas. Nas voluntárias com obesidade leve o índice da doença foi de 10,9%, nas com obesidade moderada chegou a 13,4% e nas mulheres com obesidade grave, acima do peso, a taxa foi de 18,3%, ou seja, quanto maior o peso maior o risco de asma.
A gordura visceral é metabolicamente diferente de outros tipos de gordura e pode ter efeito negativo sobre a saúde. O trabalho estabelece que a gordura é mais ativa porque pode produzir compostos que causam inflamação e pode estar relacionada à asma.
Outro fato que reforça os dados da pesquisa entre asma e sobrepeso é o de que diversos pacientes que sofriam de asma e fizeram a cirurgia de redução do estômago também melhoraram da asma. Os médicos acreditam que isto se deve pela melhora da função pulmonar já que nas obesas o pulmão fica envolto por uma carcaça de gordura, o que faz com que o órgão não se expanda completamente, provocando uma respiração mais rápida e curta, gerando mudanças na musculatura dos brônquios, predispondo à asma.
A asma é uma doença inflamatória, crônica, que ocorre devido à contração da musculatura dos brônquios e, conseqüentemente, a produção de muco. Com a musculatura e os dutos contraídos o doente apresenta falta de ar, chiado, cansaço e tosse. Alguns fatores como alergia, poluição atmosférica, mudança brusca de temperatura ou no clima, fumaça de cigarro, cheiros fortes e infecções agravam a doença. A asma não tem cura, é genética, mas existem tratamentos preventivos e os utilizados nos períodos de crises.
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Publicado por Mondarto







[...] Os cientistas, baseados em dados de diferentes órgãos, dentre eles números publicados pela Organização Mundial de Saúde, estimam que, no ano de 2002, do total de 2,2 milhões de novos casos diagnosticados da doença nos países analisados, mais de 70 mil doentes com câncer estavam atribuídos ao alto Índice de Massa Corporal, IMC, taxa mundial de referência para verificar obesidade. [...]