O fantasma da disfunção erétil

O “fantasma” da disfunção erétil é um tema que gera muita polêmica, dúvidas e vergonha entre os homens. Para o coordenador do Núcleo de Diagnóstico e Tratamento das Disfunções Sexuais Masculinas, do Hospital da Lagoa, da rede pública do Rio de Janeiro, o médico urologista, Oswaldo Berg os homens não aceitam a doença por falta de informação, por dificuldade de viver a sexualidade e, somado a estes fatores, o constrangimento de assumir que algo em seu “corpo” está errado.
Berg afirma que, apesar dos movimentos feministas e da reconhecida importância da mulher como força de trabalho e formadora de opinião, a sociedade ainda é machista e o homem considera seu órgão sexual, uma “arma”, uma representação de força e poder. Diante desta ideia, quando sua “potência” não responde às suas expectativas a decepção é bem maior também e as barreiras em conviver e dialogar sobre sexo, com sua parceira, com amigos ou com o médico, aumentam demasiadamente.
A disfunção erétil é uma doença comum, no Brasil, afeta cerca 52% dos homens entre 40 e 70 anos de idade e nos mais jovens, até 40 anos, a doença acomete cerca de 39% da população masculina. Os dados são semelhantes no mundo, liderando o ranking, a Inglaterra seguida da França. E mesmo nestes países mais desenvolvidos, com um povo mais esclarecido e de nível cultural mais elevado ainda há um bloqueio para se conversar sobre o problema, afirma o médico.
Também mais rigorosa nos diabéticos e cardíacos, a disfunção erétil afeta cerca de 75% dos homens diabéticos, 46% dos hipertensos, 64% dos pós-infartados e 90% dos que sofrem de depressão. A doença ocorre por falta de estímulo e de vascularização no corpo cavernoso do órgão sexual masculino para que aconteça a ereção, se a quantidade de sangue “bombeada” nos vasos está comprometida, como nos diabéticos e hipertensos, consequentemente, o agravo da enfermidade.
Oswaldo Berg ressalta que existem diferentes tipos de tratamento, com medicamentos via oral, injetável ou a cirurgia para colocação de prótese peniana, como último recurso. Mas, considera fundamental a participação da mulher para a tomada de decisão, seja qual for a escolha do homem em conjunto com o médico.
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Publicado por Mondarto







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