Normas de prevenção ao câncer de colo de útero serão alteradas
O Instituto Nacional de Câncer (Inca) propõe, em consulta pública, atualizar as diretrizes sobre o câncer de colo do útero. O objetivo do instituto é evitar o rastreamento em meninas que acabaram de iniciar a vida sexual, já que segundo especialistas a vacina contra o HPV não foi inserida como forma de prevenção.
O câncer de colo de útero é provocado pelo vírus HPV - os subtipos 16 e 18 estão em cerca de 80% dos casos. É o segundo mais freqüente, ficando atrás somente do câncer de mama e o quarto que mais mata mulheres no Brasil. As vacinas protegem contra esses dois tipos, mas estão no mercado há pouco tempo.
A idade sugerida para início do rastreamento continua sendo a partir dos 25 anos – o que muda é que o Inca vai retirar das orientações atuais a recomendação de que o rastreamento seja feito a partir do momento que a menina inicia a atividade sexual. A diretriz anterior também recomendava o rastreamento em mulheres com até 59 anos – agora a proposta é prorrogar a busca até os 64 anos.
A gerente da Divisão de Apoio à Rede de Atenção Oncológica (Darao) do Inca, Ana Ramalho, diz que o rastreamento em meninas muito jovens leva a intervenções desnecessárias, pois a maioria das lesões regride sozinha. As evidências mostram que é melhor detectar lesões que não curaram espontaneamente em moças mais velhas, explica a médica.
Especialistas dizem que a melhor prevenção é a vacina. Para eles, a política de rastreamento, sozinha, é ineficaz e a vacina reduz em cerca de 90% o aparecimento das lesões pré-malignas.
De acordo com Ana Ramalho, a prevenção pela vacina não evita o aparecimento de todas as lesões. E complementa: se tivéssemos essa certeza, o rastreamento seria suspenso.
Ana acrescentou que o Ministério da Saúde encomendou uma pesquisa para avaliar a viabilidade de inserir a vacina contra o vírus HPV na rede pública de saúde. Entretanto, o posicionamento é de não iniciar a vacinação nesse momento.
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Publicado por Mondarto












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