Nicotina: estudo diz que ela se concentra gradualmente no cérebro
Diversos estudos já publicados afirmam que a nicotina chega rapidamente ao cérebro, mas poucos trazem provas sobre isso. Agora, pesquisadores da Universidade de Duke, nos Estados Unidos, disseram que a nicotina se concentra gradualmente no cérebro dos fumantes – e não instantaneamente, como se acreditava. O estudo, que foi publicado na “Proceedings of the National Academy of Science“, pode indicar novas maneiras para uma pessoa abandonar o cigarro. A nicotina é o ingrediente ativo nos produtos derivados do tabaco.
Ela atua em receptores do cérebro que normalmente reconhece o neurotransmissor acetilcolina, que está associado a mecanismos cerebrais de vigÃlia e alerta. É por isso, segundo os médicos, que o fumante diz que o cigarro melhora sua concentração e o deixa mais calmo. O problema maior da nicotina é que ela é uma substância que causa habituação, pois a falta do tabaco provoca no fumante sintomas desagradáveis por causa da dependência. Apesar de parecer que o fumo do tabaco não provoca lesões no cérebro, ele é extremamente destrutivo para os pulmões, pois a exposição prolongada ao fumo pode levar ao aparecimento de câncer de pulmão, além de outras doenças pulmonares e do coração.
Para realizar a pesquisa, o coordenador Jed Rose acompanhou imagens do cérebro de 13 fumantes regulares e dez que fumavam ocasionalmente, uma indicação de que não eram viciados em nicotina. Os nÃveis máximos da substância no cérebro foram registrados de três a cinco minutos após a tragada e não sete segundos depois, como se acreditava. Mas é mais rápida no grupo dos usuários ocasionais. Rose explica que este ritmo lento se deve ao fato de que a nicotina permanece mais tempo nos pulmões dos viciados, talvez devido ao efeito crônico do fumo nesses órgãos respiratórios.
Estima-se que mais de 100.000 pessoas morrem por ano na Grã-Bretanha devido a doenças provocadas pelo tabaco. De acordo com o professor titular de Doenças Pulmonares e Pneumologia do Centro de Pesquisas Médicas e Biológicas de Sorocaba, São Paulo, José Rosemberg, no mundo morrem prematuramente 4 milhões de fumantes por ano. “Temos 1,2 bilhão de fumantes. Se você juntar a isso os 2 bilhões de fumantes passivos, então o tabaco é a pior epidemia que estamos enfrentando. Metade da população mundial sofre direta ou indiretamente os efeitos do cigarro”, conclui um dos mais ferrenhos inimigos do tabagismo.
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Publicado por Conceicao Costa







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