Morrer sem dor. A escolha é sua.
A Organização Mundial de Saúde (OMS), desde 1990, reconhece os paliativistas como uma especialidade, assim como a cardiologia ou a oncologia ou a ortopedia. Em alguns países, Inglaterra, França e Canadá, por exemplo, os paliativistas exercem sua função como qualquer outro profissional, entretanto, no Brasil pela primeira vez a atividade foi incluída e oficializada este ano, no novo Código de Ética Médica, publicado no Diário Oficial da União.
Os paliativistas são os médicos que “entram em ação” quando o paciente se aproxima da morte, ou seja, é quando o seu colega, o médico da família, afirma que não tem mais nada a fazer pelo doente e aguardar o momento final chegar é somente o que resta.
Ao contrário do que algumas pessoas pensam, os paliativistas não são os que encurtarão esse tempo, entre a vida e a morte, eles agem para conduzir a vida até o fim, com conforto e segurança, mesmo que este período se estenda e perdure por semanas, meses ou anos.
Os doentes, livres de aparelhos, fios, exames e tratamentos invasivos, são assistidos de forma integral, desde a dor física até as dores psíquicas, as angústias e as emoções dos que aceitaram e esperam a morte.
O texto brasileiro publicado proíbe o médico de abandonar o paciente “portador de moléstia crônica ou incurável”, determinando a necessidade de cuidados paliativos nestes casos e permite, com consentimento do paciente, a “suspensão de ações diagnósticas ou terapêuticas inúteis ou obstinadas”, mas reforça a proibição da eutanásia. Diferente do texto do Código anterior, de 1988, que nada citava considerando a morte como um fato inexistente. O que o novo Código estipula é o não prolongamento da vida de forma obstinada com a adoção de procedimentos ineficientes ao doente fazendo-o sofrer, esclarecem os médicos.
O tema já está sendo levado ao conhecimento público pelas personagens das médicas paliativistas Ellen e Ariane, na novela Viver a Vida, da TV Globo, interpretadas pelas atrizes Danielle Suzuki e Christine Fernandes, que defendem no hospital em que trabalham a qualidade de vida do paciente enquanto a vida existir.
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Publicado por Mondarto







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