Brasileiros densenvolvem método para diagnóstico de autismo
O Brasil está desenvolvendo um método inédito, por meio de exame de imagem, para diagnosticar o autismo. Atualmente, no mundo, não existe nenhum teste especÃfico para caracterizar a doença, somente diagnóstico clÃnico, baseado na observação dos sintomas apresentados.
Os pesquisadores do Instituto Fernandes Figueira, da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), no Rio de Janeiro, utilizam o eletroencefalograma computadorizado para fazer uma varredura cerebral do paciente. O exame amplia e mede as correntes eletromagnéticas no cérebro em diversas frequências e permite verificar as ligações entre os grupos de neurônios.
AdaÃlton Tadeu Alves de Pontes, neurologista infantil e um dos coordenadores da pesquisa, afirma que as imagens obtidas com o mapeamento são comparadas com as do cérebro de uma criança sem o problema. Na verificação da relação de uma área com outra, segundo o médico, as crianças com autismo apresentam uma resposta diminuÃda no hemisfério cerebral direito em relação ao esquerdo, ou seja, há uma deficiência de ativação no hemisfério direito do autista.
O estudo continuará e pretende ampliar a amostra de crianças analisadas, incluindo autistas com inteligência normal e outros com problemas de linguagem. Para que futuramente possa ser efetuada uma comparação dessas crianças com outras que possuam patologias neuropsiquiátricas diferentes e se chegar a conhecer como funciona a resposta cerebral nesses casos.
Há pesquisas anteriores realizadas com cérebros de autistas que já relatam desequilÃbrios em neurotransmissores, que são substâncias quÃmicas que ajudam as células nervosas a se comunicarem. Estas explicam o comportamento do autista, mas ainda não há nada definitivo ou que ajude na identificação da doença.
Hoje, o diagnóstico de autismo é tardio e só ocorre por volta dos três anos de idade. O tratamento praticado é basicamente comportamental, com acompanhamento psicológico, fonoaudiológico e com remédios para controle dos sintomas especÃficos, dentre eles a agressividade, comum nos autistas.
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Publicado por Mondarto







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