Meio ambiente: absorventes e fraldas que não poluem
Uma mulher durante o período reprodutivo utiliza em média de 10 a 15 mil absorventes descartáveis. É muito absorvente de uma só pessoa jogado no meio ambiente, não é mesmo? Imagine isso multiplado por N milhões de mulheres? E não é só isso! Para produzí-los são utilizados produtos altamente poluentes como alvejantes e desinfetantes. A dioxina, que é um subproduto do processo de branqueamento, é muito nociva e tem sido associada a problemas de saúde contribuindo para o câncer de mama, deficiências do sistema imunológico, endometriose, defeitos no feto e câncer da coluna cervical.
Uma criança em dois anos de vida consome cerca de 5.500 fraldas descartáveis. Uma fralda dessas, quando em uso, tem em média quatro horas de vida útil. Só no Brasil são descartadas no meio ambiente 204 fraldas por segundo; 12.240 fraldas por minuto; 734.400 fraldas por hora; 17.625.600 fraldas por dia!!!!!! E mais: as fraldas descartáveis não podem ser incineradas. Estima-se que levam cerca de 400 anos para serem decompostas pela natureza e que todas as utilizadas até hoje ainda encontram-se descartadas no meio ambiente.
Diante desses números é possível afirma que as empresas que fabricam esses produtos não estão no universo das que preservam o meio ambiente e são sustentáveis. Uma alternativa saudável para não poluir o meio ambiente é usar fraldas e absorventes ecológicos. No Brasil isso ainda é uma novidade, mas na Austrália, Europa e Estados Unidos são bem conhecidos. O absorvente “verde” é lavável, reutilizável e biodegradável. São produzidos em tecido de algodão hipoelergênico e tem abas que prendem na calcinha tão bem quanto um absorvente descartável. Pode ser lavado na máquina de lavar. Sua durabilidade é de seis a dez anos, conforme o cuidado que se tenha.
A fralda “verde” é de fibra de algodão, algumas 10%, e outras misturadas com tecidos sintéticos cuja capacidade de absorção é alta, como a microfibra e soft, diz a engenheira florestal Cristiana Reis, da Mamãe Natureza. Ela explica ainda que as fraldas têm uma espécie de recheio reforçado, na parte onde o bebê faz xixi, que pode ser trocado e lavado. Assim, o restante da fralda não fica molhado. Outra coisa muito legal é que a Mamãe Natureza foi criada com base no formato de uma empresa social. Ou seja, aquela em que parte do lucro, no caso 30%, são revertidos para a realização de projetos sociais que beneficiem as comunidades próximas à sede. Os 70% restantes voltam para a empresa. “Este é um diferencial das empresas sociais, que visam o lucro, sim, mas também a melhoria na remuneração de seus prestadores de serviços e funcionários”, conclui Cristiana.
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Publicado por Conceicao Costa







Bom Dia,
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Kalyl Rachid
hugo.celin@gmail.com
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