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  • 02
  • mar

Medicina personalizada ainda não é para todos

medicina personalizada Medicina personalizada ainda não é para todosA revolução genômica já está dando frutos, mas só àquelas pessoas que podem desembolsar 50 mil dólares, ou pouco mais que 35 mil euros (preço equivalente a um bom carro), para conhecerem todos os seus genes. É a medicina personalizada método no qual os diagnósticos e os tratamentos são adaptados à genética de cada pessoa. Quando esse tipo de medicina estiver democratizada, você vai entrar no consultório e a primeira ação do médico será pedir seu mapa genético. Com ele em mãos, o especialista vai indicar o medicamento mais eficaz para tratar sua doença, ou com informações contidas no seu DNA, sugerir tratamentos preventivos e adoção de estilo de vida que evitem problemas aos quais você tem mais predisposição. A IBM está desenvolvendo um microprocessador que será capaz de mapear o código genético em minutos a um baixo custo – entre cem e mil dólares.

O tratamento personalizado, com base na análise do DNA, é visto como uma das maiores conquistas a partir da decodificação do genoma humano. De acordo com texto de Steve Connor do jornal Independent, cientistas estão desenvolvendo um teste genético capaz de apontar, entre os pacientes com câncer, quais responderão bem a determinados tratamentos e quais não apresentarão melhora alguma. O exame, segundo texto do jornal, ajudará médicos a receitarem os remédios apenas aos que têm chances reais de se beneficiarem em vez de submeter todos os pacientes às drogas e a seus efeitos colaterais. “Um dos maiores desafios da oncologia é determinar quais pacientes podem se beneficiar de tratamentos específicos de quimioterapia, que são muito tóxicos e que provocam sérios efeitos adversos. Espera-se que essa pesquisa seja um passo para evolução mais rápida da medicina personalizada”, informa o chefe da terapia de câncer do Instituto de Pesquisa de Câncer no Reino Unido, Charles Swanton.

Os cientistas começaram analisando 829 genes de células cancerosas de mama e, ao fim, conseguiram identificar os seis genes diretamente responsáveis pelo sucesso de uma terapia comumente usada no tratamento desse tipo de câncer. Se qualquer um dos seis genes apresenta alterações, o remédio testado não funciona e as células do tumor continuam a se dividir de forma descontrolada. De acordo com o jornal, cerca de 15% das 45 mil mulheres diagnosticadas com câncer de mama a cada ano na Grã-Bretanha tomam a droga paclitaxel, usada na pesquisa. Mas uma proporção significativa não reage ao tratamento e isto só é observado quando a paciente já usa a droga há algum tempo. Acredita-se, por isso, que o novo teste será capaz de mostrar os pacientes com defeito em um dos seis genes, e, assim, eles serão poupados de tomar a droga, que pode causar efeitos colaterais graves, como supressão imunológica e náuseas.



1 Comentário Publicado por Conceicao Costa
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1 comentàrio su "Medicina personalizada ainda não é para todos"

  1. [...] que existem no nosso intestino. O estudo, publicado na revista Nature, decifrou as sequências de DNA de milhares de genes das incontáveis bactérias que residem no intestino humano. Segundo a [...]


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