Manaus: aparelho auditivo nacional se destaca em mercado dominado por estrangeiros
No Brasil, de cada 10 aparelhos auditivos vendidos, seis são adquiridos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Em 2008, o país importou cerca de 242 mil próteses auditivas, cujo custo de manutenção é considerado muito alto para os pacientes do SUS. A Agenda Nacional de Prioridades de Pesquisa em Saúde do Ministério da Saúde recomenda o desenvolvimento de tecnologias de reabilitação de baixo custo para solucionar problemas sociais. Em conformidade com o objetivo do MS, pesquisadores da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP) desenvolveram um aparelho auditivo digital de baixo custo a partir de componentes padronizados. Trata-se do Manaus, um modelo “genérico” (podem ser criados vários produtos a partir da plataforma eletrônica genérica) de aparelho auditivo retroauricular (usado atrás da orelha), autonomia de 440 horas com bateria e quatro programas de adaptação.
O Manuas apresenta um custo de produção artesanal de US$ 140,13 – considerado baixo quando comparado aos disponíveis no mercado. Segundo o engenheiro eletrônico do Laboratório de Investigações Acústicas (Lia) da FMUSP, Silvio Penteado, numa produção seriada esse preço pode chegar a US$ 100,0. O aparelho genuinamente nacional poderá ser usado por pessoas com perdas auditivas classificadas como discretas, moderadas e moderadas severas. O Manaus já está em processo de patente e apresenta um ganho auditivo de 62 decibéis (dB).
A portaria 587 do Ministério da Saúde classifica os aparelhos auditivos como tecnologia A (básica), tecnologia B (intermediária) e tecnologia C (avançada) conforme os seus recursos eletroacústicos. Os aparelhos disponíveis no mercado, segundo o engenheiro, são comercializados no varejo com preços que podem chegar a até R$ 12 mil (tecnologia C). Os valores para o SUS são de R$ 525,00 (tecnologia A que são os modelos analógicos e representa 50% das prescrições do SUS), R$ 700,00 (tecnologia B que tem 35% das prescrições) e R$ 1,1 mil (Tecnologia C que responde por 15% das prescrições). O modelo desenvolvido pela USP atende às especificações das tecnologias A e B, que representam 85% da demanda dos aparelhos auditivos do SUS. A partir de componentes padronizados é possível fazer uma família de produtos a partir do mesmo conceito de plataforma eletrônica genérica. Por isso, os pesquisadores desenvolveram outros aparelhos, além do Manaus: o Florianópolis (tecnologia C) e o Rio de Janeiro e o Sabará (ambos tecnologia B), sendo os dois últimos intracanais, ou seja, ficam na parte interna da orelha.
7 Comentários
Publicado por Conceicao Costa







oi!eu sou surda Andrea no manaus… eu quero vou comprar quando reais como? respnda
ola? boa tarde? eu tenho uma perda auditiva, e ja fui a clinica auditiva e me recomendaram um aparelho, mas enfim, o aparelho e muito caro, portanto vendo aki a internet, e tava vendo sobre o manaus, e quero saber onde comprar,e se ta disponivel no mercado!! por favor me responda!! obgada!
FAVOR INFORMAR ONDE PODE SER COMPRADO OS APARELHOS AUDITIVOS DE FABRICAÇÃO NACIONAL. FICO MUITO AGRADECIDO SE ME INFORMAREM. OBRIGADO.
Continuo aguardando a informação…
CONTINUO AGUARDANDO…
Continuo…
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