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  • 05
  • fev

Maior desafio dos portadores de hanseníase ainda é o preconceito

pele Maior desafio dos portadores de hanseníase ainda é o preconceito  Ela já foi considerada um dos piores males que atingem o homem, além de fazer milhares de vítimas excluídas e separadas do convívio social durante séculos. A “lepra”, chamada historicamente assim, levava ao total isolamento do doente. Hoje a hanseníase tem cura e não causa deformidades – quando tratada adequadamente. Além disso, pessoas contaminadas pelo bacilo de Hansen não são mais transmissoras logo que começam o tratamento.

No Brasil, as pessoas mais afetadas pela hanseníase estão nas regiões Norte, Centro-Oeste e Nordeste; mais da metade de toda a população brasileira detectada com o bacilo de Hansen vive nestas áreas. Em 2008, 17,5% dos brasileiros eram hansenianos.

O que é?
A hanseníase é infecciosa e transmitida pelo bacilo de Hansen que atinge a pele e os nervos. A maior parte das pessoas apresenta uma proteção natural contra o microorganismo. “Por isso, não raro, médicos e familiares que lidam com pacientes podem passar a vida inteira sem ser contagiados. Não se sabe exatamente a razão pela qual poucas pessoas desenvolvem os sintomas da doença e outras não, mesmo convivendo por longos períodos com doentes” explica André Ricardo da Silva, infectologista do Prontobaby – Hospital da Criança . É importante ressaltar que a hanseníase é endêmica e está relacionada a baixos índices de desenvolvimento humano.

A transmissão
É aérea, sendo o trato respiratório superior a via mais provável de entrada do bacilo no organismo. Apesar da alta infectividade (capacidade de infectar muitas pessoas), a hanseníase apresenta baixa patogenicidade (são poucos os que adoecem). Iniciado o tratamento, a pessoa pode levar uma vida normal e inclusive manter relações sexuais, sem riscos de transmitir a doença. “A mãe que está amamentando também não deve se preocupar; não há riscos de contágio para o bebê”, André Ricardo faz questão de ressaltar.

Sintomas
Os principais são as manchas e as áreas da pele com diminuição de sensibilidade térmica (ao calor e ao frio), tátil e à dor. As lesões podem estar em qualquer parte do corpo, principalmente nas extremidades das mãos e dos pés, na face, nas orelhas, no tronco, nas nádegas e nas pernas.

Tratamento
A hanseníase tem cura. O tratamento feito com medicação (antibióticos associados) varia de acordo com a forma da doença. Quanto mais cedo ela é diagnosticada, mais rápida e segura é a cura. Não existe forma específica de prevenção, mas atitudes como a observação regular das características da pele e o diagnóstico precoce já são fatores-chave para o combate da hanseníase em nosso país.



2 Comentários Publicado por Lais
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2 comentrios su "Maior desafio dos portadores de hanseníase ainda é o preconceito"

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  2. [...] O número de casos de hanseníase no Brasil, entre 2010 e 2011, caiu 15%. Na população menor de 15 anos, o percentual baixou 11%. [...]


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