Mães brasileiras oferecem alimentos muito cedo a bebês
O Ministério da Saúde acaba de divulgar uma pesquisa que aponta para um perfil inadequado das mães brasileiras em relação à alimentação de crianças lactantes. Segundo o estudo, os bebês estão recebendo oferta de chás, sucos, água e até outros leites antes de completar seis meses de vida, período mínimo em que a alimentação infantil deve ser exclusivamente de leite materno, segundo orientação da Organização Mundial da Saúde (OMS).
A II Pesquisa de Prevalência do Aleitamento Materno foi realizada com mais de 118 mil crianças de 266 municípios, incluindo 27 capitais. O líquido campeão em administração precoce é a água, cujo consumo foi verificado em mais de 60% dos bebês de até seis meses de vida, seguido de leite não materno, com quase 49%.
Além de líquidos, cerca de ¼ dos bebês que tem entre três e seis meses de vida já consomem alguns tipos de alimentos e frutas, principalmente na região Sudeste, onde este índice chega a quase 30%. A administração de alimentos semi sólidos só é indicada a partir dos seis meses, e de alimentos sólidos a partir dos nove meses.
Outro dado preocupante é a presença de alimentos pouco saudáveis e extremamente agressivos para o organismo de crianças com até 12 meses de vida, como bolachas, salgadinhos, café e refrigerantes, em índices que ultrapassam os alarmantes 70%.
Mas nem tudo são más notícias. O levantamento constatou que nos últimos dez anos o uso de chupeta entre os pequenos brasileiros diminuiu cerca de 15,1%. Essa redução é motivo de comemoração, pois segundo especialistas, as chupetas e mamadeiras acostumam as crianças a sugar de uma forma diferente do que sugam o peito materno, o que dificultaria a sucção de leite da mãe, podendo, em casos mais extremos, fazer a criança “largar o peito”.
E a despeito dos maus costumes de algumas mães, em grande arte gerados pela desinformação, o período médio de aleitamento materno aumentou um mês e meio, passando de 296 para 342 dias. Também tem crescido o aleitamento materno exclusivo em crianças menores de quatro meses, que há dez anos era de 35% e hoje ultrapassa os 52%, mas este índice tem que melhorar muito, pois é insuficiente que pouco mais de metade das mães o cumpram, sem contar que quatro meses ainda não é o ideal, e sim seis, conforme recomendação internacional.
**Imagem: Carin Araujo
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Publicado por Angela Arraya







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