Maconha, composto pode aumentar eficiência de transplantes
A revista americana “Cell Biology International” vai publicar um artigo dos cientistas do Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ sobre a descoberta deles de que um composto da maconha pode aumentar a eficiência dos transplantes de células-tronco no sistema nervoso. Segundo o artigo, o canabinoide aumentaria a taxa de sobrevivência das células para 45%. Hoje esse Ãndice é de, no máximo, 20%.
A análise foi feita com células-tronco embrionárias de camundongos. Segundo pesquisadores, o baixo Ãndice de toxicidade do canabinoide permite o seu uso em testes clÃnicos. O composto, inclusive, já é usado nos Estados Unidos para aumentar o apetite de pacientes com câncer. Eles dizem que se comprovarem a segurança do canabinoide em células-tronco embrionárias, podem usá-lo em doenças degenerativas, como o mal de Parkinson, ou em casos de perda de tecido, como lesões na medula. Os pesquisadores acreditam que os resultados seriam melhor monitorados porque nesses casos a perda celular é mais focada.
Perguntados sobre um eventual fracasso do canabinoide, os cientistas afirmam que isso não implicaria na morte do paciente – apenas faria com que sua recuperação não fosse tão rápida como nos casos em que o composto é aceito no organismo. Eles explicam que a partir do momento em que o canabinoide aumenta a sobrevivência celular, é possÃvel combiná-lo com transplantes. A próxima etapa é aplicar o composto na lesão. Isso será feito primeiro em camundongos; se der certo poderá ser testado em seres humanos.
Outro estudo promissor de células-tronco é a aplicação de células adultas retiradas de tecido adiposo (gordura) que apresentou bons resultados, segundo os cientistas, na recuperação de lesão de medula em animais submetidos a traumas em laboratório. A pesquisadora do Centro de Ciências da Saúde da UFRJ, Karla Menezes, obteve essas células de material descartado em milhares de cirurgias de lipoaspiração.
Os teste realizados em 35 animais (ratos) com lesão de medula leve a grave (transecção) indicaram que as células-tronnco retiradas de tecido adiposo, cultivadas, purikgficadas e estimuladas auxiliam na recuperação das funções motoras. Os animais receberam uma única injeção de células em até uma hora após sofrerem o trauma agudo. Em humanos, segundo a pesquisadora, isso significaria grande ganho de força, equilÃbrio e, talvez, sensibilidade. Parece que as células aumentam a vascularização, melhorando o fluxo de oxigênio e nutrientes na área afetada.
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Publicado por Conceicao Costa







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