Longevidade: segmento da população que mais cresce
Algum piadista poderia dizer que já não se faz mais idoso como antigamente. Hoje não se espera mais dos sesentões que se aposentem e passem os dias de pijama em uma cadeira de balanço. Ainda bem! Nas últimas décadas, a expectativa de vida aumentou 11 anos no Brasil. Os avanços da medicina têm proporcionado um retardo na idade biológica por meio da escolha de uma vida saudável com prática regular de exercícios físicos e alimentação balanceada mantendo as pessoas saudáveis na terceira idade sem o surgimento de doenças degenerativas. Os 60 anos de idade são os nossos 50. Os 50, os nossos 40, e assim por diante. Pessoas longevas, é um dos segmentos da população que mais cresce no mundo.De acordo com estudo do Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea), o Brasil acompanha a tendência mundial de envelhecimento. Tem 21 milhões de pessoas com mais de 60 anos que movimentam R$ 255,6 bilhões por ano – 68,1% desse total são beneficios de aposentadoria, pensão por morte e assistência social.
Queda na mortalidade infantil, avanços na saúde e redução na taxa de fecundidade são as causas de, na última década, a proporção de idosos passar de 8,8 para 1,1% do total da população, considerada uma expansão muito rápida do que em muitos países europeus. A pesquisadora do Ipea, Ana Amélia Camaramo, o Brasil desfruta de uma das maiores conquistas sociais da segunda metado do séeculo XX, verificada em quase todo o mundo que é a redução da mortalidade em todas as idades. Isso resultou, segundo ela, no aumento da esperança de vida, em que mais pessoas atingem idades avançadas.
Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), em 2000, havia 600 milhões de idosos no mundo. As previsões da OMS são que para 2050 eles serão 1,2 bilhão. E atingirão dois bilhões em 2050. A população mundial deve saltar, nesses 50 anos, de seis bilhões par nove bilhões, ou seja, 50% de aumento. O Brasil em 2050 terá 60 milhões de idosos contra os 21 de agora. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil em 2007 tinha 11.400 pessoas com 100 anos, sendo 7.950 mulheres e 3.472 homens. Os avanços na medicina ajudam a explicar esse aumento da longevidade. Para viver melhor, os profissionais de saúde recomendam a realização periódica de exames de rotina e o controle de peso.
Eles comprovam que a restrição de calorias retarda o envelhecimento e aumenta a longevidade. O sobrepeso é fator de alto risco par o desenvolvimento de problemas como diabetes, hipertensão, enfarto, derrame e até depressão, além da prática de atividade física regularmente. Afinal, o envelhecimento é um processo natural do corpo humano; a juventude não é eterna, mas saber envelhecer bem com saúde, disposição e bom humor é fundamental.
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Publicado por Conceicao Costa







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