Lei Seca reduz mortes no trânsito
A Lei Seca está em vigor há dois anos e, segundo o Ministério da Saúde, o número de mortes provocadas por acidentes de trânsito caiu 6,2% no perÃodo de 12 meses após a Lei Seca, quando comparado ao ano anterior à Lei. Esse Ãndice representa 2.302 mortes a menos em todo o paÃs, reduzindo de 37.161 para 34.859 o total de óbitos causados pelo trânsito.
No que se refere à mortalidade, os resultados mostram redução no número absoluto dos óbitos em 17 estados com destaque para Rio de Janeiro, com 32% de redução, EspÃrito Santo (-18,6%), Alagoas (-15,8%), Distrito Federal (-15,1%) e Santa Catarina (-11,2%).
Com relação à taxa de mortalidade, que é o risco de morrer de acidentes de trânsito no Brasil, calculada pela divisão do número de óbitos no trânsito em cada grupo de 100 mil habitantes, também ocorreu redução de 7,4% no ano posterior à Lei Seca. A taxa abaixou de 18,7 mortes para 17,3 por 100 mil habitantes.
As reduções estatisticamente significativas na taxa de mortalidade foram registradas nos estados do Rio de Janeiro (-32,5%), EspÃrito Santo (-18,4%), Distrito Federal (-17,4%), Alagoas (-17%) e Santa Catarina (-12,5%).
A frequência de pessoas que dirigem após consumo abusivo de álcool passou de 2,1%, em 2007 (anterior a lei Seca), para 1,4%, em 2008 (ano de publicação da Lei); e aumentou para 1,7%, em 2009, segundo dados do Vigitel, inquérito telefônico do Ministério da Saúde que monitora os fatores de risco para doenças e agravos à saúde da população. Embora tenha sofrido um aumento em 2009, esse Ãndice se mantém inferior ao apontado pela pesquisa antes da Lei Seca, o que faz com que as autoridades de todo o paÃs mantenham as ações de prevenção e fiscalização no trânsito.
De acordo com o levantamento, o comportamento de risco é maior entre os homens. O percentual de homens que disseram ter dirigido após consumo abusivo de álcool era de 4,1%, em 2007 e aumentou para 3,3%, em 2009, posterior à Lei.
A pesquisa revela, ainda, que os adultos de 25 a 34 anos (2,1%) e de 35 a 44 anos (2%) são os que mais conduzem após beber, enquanto que, entre os jovens de 18 a 24 anos, esse Ãndice é de 1,8%.
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Publicado por Mondarto







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