Lei antifumo reduz nÃvel de gás tóxico
Um estudo da Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro e do Instituto do Coração de São Paulo (Incor) sobre o impacto da Lei contra o fumo em ambientes fechados constatou que no interior de alguns bares cariocas a atmosfera está parecida com a de um parque arborizado, onde se respira ar mais agradável.
A Lei Estadual, em vigor no Rio de Janeiro desde novembro do ano passado, promoveu resultado. De acordo com os pesquisadores que mediram a qualidade do ar em 146 bares, restaurante e casas noturnas situados na Lapa e nas zonas Norte, Sul e Oeste, a redução no nÃvel de monóxido de carbono, liberado pela fumaça dos cigarros, foi de 56,9%, nas áreas totalmente fechadas, comparando com o registrado antes da proibição.
Nas áreas parcialmente fechadas e abertas, a queda foi de 52,6% e 56,3%, respectivamente. Em alguns bares, a concentração do gás caiu de 5ppm (partes por milhão) para 1 ppm – em parques, esse nÃvel é de 0,1 ppm, em média. Â
Para Waldir Leopércio, coordenador da Campanha Rio Sem Fumo, é uma vitória a constatação de que a concentração de gás tóxico foi reduzida a um quinto. Isso significa que a queda imediata do fumo pós-lei realmente aconteceu.
Segundo o coordenador, no próximo ano, novas medições serão realizadas para saber se o número de enfartes e derrames também caÃram. A verificação do número de casos no Brasil será importante, para compararmos com as estatÃsticas de outros paÃses. Na Europa onde a lei antifumo já existia, houve redução no Ãndice dessas doenças cardÃacas de até 30%, explica Waldir Leopércio.
O fumo passivo também pode matar e causar doenças, como câncer de pulmão, enfisema grave e está relacionado ao câncer de mama. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), além dos 1,3 bilhões de fumantes do mundo, outros dois bilhões de pessoas respiram passivamente fumaça de cigarro todos os dias.
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Publicado por Mondarto







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