Intoxicação etílica afeta população mundial
A face ficar avermelhada após a ingestão de bebida alcoólica é uma doença e pode ter cura. A síndrome genética, que atinge cerca de 10% da população mundial, faz com que algumas pessoas tenham mais susceptibilidade à intoxicação por álcool e fiquem ruborizadas está associada a uma deficiência na produção de uma enzima que ajuda a quebrar e eliminar as toxinas que o etanol gera no corpo humano após sua ingestão. A mutação é mais comum em pessoas de origem asiática, afetando em torno de 40% dessa população.
A enzima ALDH2, que tem a função de limpar a toxina acetaldeído que se acumula no corpo humano proveniente do consumo de bebida alcoólica, não “executa sua tarefa” nos indivíduos com a síndrome, além de nesta população a molécula ser produzida incorretamente.
A mudança da enzima que acarreta a síndrome também é notada em pessoas que não consomem álcool e seus efeitos no organismo são mais graves. Neste grupo as pessoas ficam mais vulneráveis a apresentarem diagnóstico de mal de Alzheimer e infarto do miocárdio. Enquanto que os com a síndrome correm mais risco de câncer de esôfago, dentre outras doenças.
Os pesquisadores americanos, autores do novo trabalho, publicado na revista Nature Structural and Molecular Biology, afirmam que a versão mutante do gene da enzima ALDH2 pode trazer benefícios para seus portadores que ficam menos suscetíveis ao alcoolismo. Segundo os cientistas, a vulnerabilidade à intoxicação alcoólica faz com que as pessoas com a síndrome se retenham e não bebam.
No trabalho, os cientistas sintetizam uma molécula, a chamam de Alda-1 que é capaz de consertar a enzima disfuncional em experimentos. A molécula foi testada em camundongos com a ALDH2 mutante e as cobaias responderam com sucesso. E, segundo os cientistas, até meados deste ano os testes clínicos serão efetuados em seres humanos.
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Publicado por Mondarto







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