Intervenções cirúrgicas na orelha corrigem diferentes deformidades
Veja como são algumas das intervenções cirúrgicas destinadas a fazer a correção de deformidades e de defeitos estéticos das orelhas:
• Buracos e rasgos nas orelhas
O uso de brincos pesados, por muito tempo, pode provocar rasgos e fissuras nos lóbulos das orelhas. “Tanto orelhas completamente rasgadas, como as que estão apenas alargadas, podem ser corrigidas cirurgicamente através de pequena ressecção das bordas e suturas em linha quebrada para evitar retrações após a cicatrização. Após a correção cirúrgica, brincos pesados devem ser evitados para não haver recidiva da lesão. Se a paciente desejar, poderá furar novamente os lóbulos das orelhas, mas o furo não deverá ser feito no mesmo lugar”, aconselha o cirurgião plástico.
• Orelhas anatomicamente normais, mais uma é maior que a outra
“Esta é uma questão muito particular. Entretanto, há meios de se reduzir o tamanho de uma orelha ou de alguma de suas proeminências, se assim o paciente desejar. Às vezes, o maior desenvolvimento de uma estrutura pode ser um fator constitucional hereditário. O ideal é que o paciente reflita bem, pois as técnicas cirúrgicas estão sempre avançando, mas sempre é bom lembrar que haverá uma cicatriz”, conta o cirurgião plástico.
• Prática de jiu-jitsu e deformação das orelhas
A causa dessa deformidade é a sucessão de traumas ocorridos durante as lutas, que ocasiona hematomas, inflamação e consequentemente condrite. Quando há reabsorção desse processo, ocorre a deformação da cartilagem, que pode ser mais grave, quando se associa à infecção. “De acordo com a extensão da deformidade pode-se fazer desde pequenos reparos, modelando a cartilagem engrossada, até a reconstrução parcial ou total, nos casos mais acentuados. Após a reconstrução, se o paciente voltar a praticar a luta, deve se proteger de novos traumas nesse local e terá que usar um curativo modelador após a cirurgia, por um período variável de um mês”, explica Ruben Penteado.
• Orelha comprida
É outro tipo de deformidade congênita da orelha, que sofre uma dobra sobre si mesma, tomando a forma parecida à de uma alça de xícara. Por isso também pode ser chamada de “cup ear” ou “lop ear”. “Esta deformidade pode ser corrigida por meio de uma cirurgia plástica, com desdobramento da cartilagem mais o emprego de retalhos de pele. Muitas vezes é necessária a complementação com enxerto de cartilagem obtida da outra orelha”, explica o cirurgião plástico Ruben Penteado, diretor do Centro de Medicina Integrada.
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Publicado por Lais







QUANTO VALE A CIRURGIA?
[...] a cirurgia seja realizada até os 14 anos de idade. Após esta idade, a cartilagem da orelha fica mais rígida, o que dificulta a operação, além de a criança ser exposta mais [...]