Internet interfere na concentração e na criatividade
Os jovens britânicos estão perdendo o interesse pela leitura, principalmente pelos textos mais longos, tanto em revistas, como em livros didáticos ou literários, e também apresentam menos capacidade para criar, escrever e se concentrar, segundo um estudo da University College de Londres, no Reino Unido.
O acadêmico responsável pelo trabalho, David Nicholas, afirma que o fato está diretamente relacionado ao uso da internet que compromete a capacidade de concentração dos jovens. Para Nicholas a grande rede virtual faz com que as mentes dos adolescentes funcionem de um modo diferente do cérebro de gerações anteriores.
Durante o estudo, cem pessoas, participaram voluntariamente, de uma “sabatina”, em que as respostas exigiam um pouco de pesquisa para sua elaboração e não deveriam ser tão automatizadas ou sucintas. Na avaliação verificou-se que os mais jovens, entre 12 e 18 anos de idade, escreveram suas respostas após consultar metade dos sites visitados por um grupo de pessoas mais velhas instruído a fazer o mesmo. Também foi constatado que as respostas dos mais novos eram mais incompletas, com pouco conteúdo ou justificativa sem embasamento, superficiais, como a linguagem da rede.
Dos adolescentes que participaram do estudo, 40% não consultaram mais que três das milhares de páginas encontradas na internet sobre um determinado assunto, relata o autor do trabalho. Enquanto que as pessoas com idade mais avançada, que se educaram antes da chegada da internet, voltavam às mesmas fontes e se aprofundavam nelas em vez de pular de um site para outro.
Os mais jovens não demonstraram interesse na busca de mais dados sobre os temas questionados, se satisfazendo com superficialidades e informações básicas.
A sobrecarga de informação e o pensamento associativo estão remodelando o funcionamento do cérebro dos jovens, declarou o psicólogo Aleks Krotoski, especialista e estudioso em relacionamentos de pessoas em comunidades virtuais.
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Publicado por Mondarto










[...] do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da FMUSP, especialista em vícios da internet. Para o psicólogo não existe idade certa para gostar desse tipo de entretenimento. “Eles têm [...]