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  • 23
  • jun

Hospital das Clínicas divulga perfil do motociclista acidentado

O Instituto de Ortopedia do Hospital das Cínicas da FMUSP (IOT), ligado à Secretaria de Estado da Saúde, traçou um perfil dos motociclistas acidentados que foram internados na unidade. Durante seis meses (de 12/05/09 à 12/11/09), dos 255 acidentados de moto atendidos no IOT, 84 precisaram de internação e, destes, 54% tiveram fratura exposta. A média foi de 18 dias de internação, sendo que 14% dos pacientes, após a alta médica, precisaram ser reinternados.

De acordo com o coordenador do estudo, ortopedista Marcelo Rosa, além da ocupação de diversos leitos, a internação dos 84 pacientes representou um custo de, aproximadamente, R$ 3 milhões à instituição. Ele destaca que apesar dos homens continuarem a ser a maioria, o porcentual de mulheres internadas chegou a 10%. “É o dobro do verificado em estudos anteriores”, aponta.

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Outra constatação da pesquisa foi a de que 64% dos pacientes possuíam vínculo empregatício. Segundo a assistente social do IOT, Kátia Campos Anjos, 67% dos pacientes afirmaram usar a moto apenas como meio de transporte, e não como ferramenta de trabalho. “O acidente com motocicleta gera grandes danos para o acidentado, seus familiares e para toda a sociedade. Além das vultosas despesas financeiras para tratamento e reabilitação, os acidentes trazem conflitos emocionais para todos os envolvidos, inclusive com mudanças drásticas nas condições de uma vida ativa para uma condição de dependência”, relata.

Dos 84 motociclistas internados, avaliados na pesquisa, 45% afirmaram nunca terem sofrido acidente de trânsito. Para o ortopedista Marcelo Rosa, o fato de, anteriormente, nunca terem se acidentado faz com que se sintam onipotentes. A maioria dos acidentes ocorreu em colisões com carro e mais de 70% dos acidentados disseram conhecer as leis de trânsito e não terem sido imprudentes. Sessenta e seis por cento dos acidentes aconteceram no horário comercial e 71% dos envolvidos são jovens no auge da produtividade.

Dos pacientes acompanhados, 12% tiveram lesões neurológicas periféricas. “Além de gerar um alto custo para o Estado, muitos destes pacientes terão consequências para o resto da vida”, destaca o doutor Marcelo Rosa, acrescentando que os acidentes de moto, hoje, devem ser vistos como uma epidemia. “É necessária uma ampla mobilização, envolvendo a sociedade civil, autoridades e, inclusive, as fabricantes de motocicletas”, completa.



2 Comentários Publicado por Regina
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2 comentrios su "Hospital das Clínicas divulga perfil do motociclista acidentado"

  1. [...] de publicações científicas sobre o crescimento pós-traumático de indivíduos acometidos por acidentes, enfermidades, internações hospitalares, violência urbana e doméstica, assalto, estupro e [...]

  2. Fabiano Borges

    Ao ler essa reportagem fiquei chocado. Já cai de moto 7 vezes e graças a Deus nunca me ocorreu uma fratura exposta ou internação de 18 dias, etc.
    Concerteza fui um cara de sorte, pois em 4 das minhas 7 quedas eu achei que fosse desta para melhor.

    No primeiro a minha cabeça passou cerca de 2 a 3 cm de distancia de um coqueiro, a minha cabeça teve uma trajetoria perpendicular a este e consegui segura-lá, inclinando-a.

    No segundo eu cai e uma moto passou por cima da minha barriga. Este motociclista também caiu. Fiquei internado por 1 dia no hospital em observação, todo esfolado (bermuda e camiseta) e com rompimento do ligamento interno do joelho direito (até hoje dói).

    O terceiro uma caminhonete atravessou de forma ofensiva em um cruzamento, desrespeitando a sinalização de parada obrigatória e choquei com esta a cerca de 60km/h. Cai de cabeça e fiquei 40 dias de repouso em casa. Na noite da queda sai do hospital, visto que fiquei em um canto sem atendimento, e fui para casa com amigos. Senti uma grande tontura e apaguei. Até hoje sinto fortes dores de cabeça porém os exames nada acusa.

    Na quarta e ultima assistência divina, um motoqueiro atravessou na frente de um carro e na minha frente. Infelizmente eu acertei este e não o carro. Este carro vinha logo ao meu lado e mas atrás. Disse que desviou no susto e que quase passou por cima de mim. Acreditem se quiserem, o rapaz estava em uma moto emprestada e tinha 16 anos. Fugiu do local e não teve um arranhão. Eu cai na vesperá de meu aniversário (dia 21-02-2010) em um sábado de carnaval. Estava eu de blusa cavada, bermuda e chinelo.

    Essa é minha pequena história. Se perceberem, dos quatros grandes tombos que sofri, 2 eu estava totalmente certo e quase foi para o além.

    Pensem bem Mães e Pais ao darem uma moto aos seus filhos e voce também meu caro trabalhador (como eu) ao comprar a sua para ir ao trabalho. Moto tem 2 rodas e foi feita pra cair, sorte eu tive, porém não vou mais testa-la. Comprei um carro a 1 mês e nunca mais quero moto na minha vida e nas outras seguintes também. Não tenho inimigos, porém minha moto quase me fez “ver Deus” várias vezes.

    Abraços.


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