HIV, cresce número de mulheres infectadas por parceiros fixos
Informações sobre HIV e o uso de preservativos para evitar o contágio é que não faltam; orientação para diminuir o número de parceiros ou permanecer em relações monogâmicas como forma de prevenção das DST/AIDS também não. Mesmo assim, um estudo da Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP), da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, da Universidade Estadual de Campinas e da Universidade de São Paulo concluiu que a alta proporção de mulheres infectadas por HIV pelos parceiros fixos aponta a urgente adoção de propostas alternativas que possam diminuir a possibilidade de transmissão sexual do HIV.
O objetivo da pesquisa foi identificar os contextos de vulnerabilidade para o HIV entre as brasileiras. Para isso, foram consultadas 1.777 mulheres com o diagnóstico positivo para o HIV e 2.045 usuárias de serviços públicos de atenção à saúde da mulher sem diagnóstico conhecido de soropositivo para a doença, todas maiores de 18 anos, em treze municÃpios distribuÃdos nas cinco regiões do paÃs. Segundo os pesquisadores, a comparação entre esses dois grupos mostrou que as mulheres com diagnóstico de HIV/AIDS não apresentaram um número de parceiros significamente diferente em relação à s mulheres sem diagnóstico da doença.
Mas houve um diferencial entre os dois grupos: as mulheres vivendo com HIV/AIDS apresentaram inÃcio da vida sexual mais precoce, menor adesão ao uso de preservativos, além de uso de drogas, ocorrência de DST e de violência sexual na vida. Das 1.777 milhões que relataram viver com a enfermidade, 1.098 afirmaram ter parceiro fixo, sendo que 82,4% conheciam a sorologia deles e 46,3% disseram que seu parceiro também era portador de HIV. Entre as mulheres vivendo com a doença e com parceiro fixo na época da infecção, 70% disseram que foi este parceiro que as infectou e 22% não sabiam se haviam sido infectadas por ele ou não.
Quando o assunto é preservativo, 32% das mulheres que não têm a doença disseram que nunca usaram essa forma de prevenção, e 46,1% o usavam às vezes. Nas mulheres com HIV na época da infecção, 62% nunca usavam e 32,3% às vezes. De acordo com a pesquisa, as mulheres vivendo com o HIV que tinham parceiros fixos com sorologia positiva, 38,5% relataram fazer uso de preservativos de forma inconsistente; esta proporção foi um pouco menor (43,4%) para as mulheres com parceiro fixo com sorologia desenvolvido e significativamente menor (20%) quando o parceiro fixo tinha sorologia positiva.
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Publicado por Conceicao Costa







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